• segunda-feira, 25 de maio de 2009

    OS GRUPOS DE JOVENS

    “Eu não sou você. Você não é eu. Mas somos um grupo, enquanto somos capazes de, diferenciadamente, eu ser eu, vivendo com você e você ser você, vivendo comigo.” O Grupo de Jovens é o alicerce da Pastoral da Juventude!!! São as células de nosso corpo!!! Mas afinal, o que é Grupo de Jovens da Pastoral da Juventude? A primeira idéia é sempre de um lugar com muitos jovens animados, acolhedores, que falam do evangelho, animam as missas e a comunidade através de gincanas, mutirões, festas, festivais, teatros, etc. Isso tudo faz parte e, natualmente, e que são caracteristicas que deixam muitos outros jovens curiosos e desejosos em fazer parte. Mas quando se inicia esta caminhada, descobrimos que existe algo “a mais”! Um Grupo de Jovens de verdade é exigente, tem tarefas, brigas, treinamentos, estudos e muita oração e ação. Na verdade, no grupo se aprende coisas que não se falam na escola ou na família, e isso é bom! Descobri-se então, que é também lugar de crescimento. O Jovem cresce no Grupo. Mas para isso, além de amor e da opção pelos jovens, expressos em documentos da Igreja latino-americana, é necessário saber como convocar, reunir e o que fazer para que o grupo de jovens caminhe para e frente, e não em círculos. O que pressupõe um jeito de trabalhar em várias etapas pelas quais passam os jovens e, que não podem ser queimadas. O ponto de partida são as necessidades sentidas no contato com a realidade. O eixo da Pastoral da Juventude são os pequenos grupos de base. Estes grupos que criam laços, confrontam a vida com o evangelho e formam lideranças jovens para o engajamento na Igreja e na sociedade. Esta foi a metodologia usada pelo próprio Jesus Cristo. Não deixando de trabalhar com a multidão, ele dedicou-se à formação dos discípulos, especialmente dos doze. 1. PEQUENOS GRUPOS O grupo de base (de 8 a 20 participantes) proporciona uma melhor participação, amizade e partilha de vida, incentiva o trabalho de cada um e favorece a formação integral do jovem. A formação acontece através de todas as atividades: trabalho, namoro, festa, estudo. Tudo tem que andar junto, contribuindo para o jovem crescer e ser feliz. No grupo, há momentos em que os jovens gostam de falar de si, de sua família, do trabalho, da escola, do lazer. Depois já estão preocupados com a comunidade e seus problemas, no compromisso com a mudança da sociedade. Por isso, uma formação integral apresenta a necessidade de uma pedagogia que engloba a vida toda do jovem, que atenda: a dimensão afetiva, ajudando a ser pessoa; a dimensão social; integrando o jovem no grupo e na comunidade; a dimensão espiritual, ajudando a crescer na fé; a dimensão política, desenvolvendo o senso crítico e ajudando a tornar-se sujeito transformador da história; a dimensão técnica, capacitando para a liderança, planejamento e organização participativos. 2. ETAPAS A PERCORRER Para chegar a uma formação integral há que se percorrer etapas, dar passos numa caminhada que acontece no grupo e fora dele. A primeira etapa é a “infância do grupo” (nucleação). É a descoberta da própria situação e das relações entre as pessoas. O grupo amadurece um pouco e chega à “adolescência” (iniciação). Começa a olhar para fora e realiza a descoberta da comunidade, dos problemas sociais e da importância da organização. A “juventude do grupo” (militância) acontece quando, aprofundando sua ação e reflexão, o jovem realiza a descoberta da sociedade e da dimensão política e social da fé, comprometendo-se com a transformação da sociedade. A formação integral, educação na fé, é um processo que se desenvolve através da formação na ação. A própria ação deve criar a necessidade da busca de conteúdo. O desafio está em construir uma pastoral de pequenos grupos e, ao mesmo tempo, a necessidade de momentos/encontros de massa, importantes na motivação, animação dos jovens e nucleação de novos grupos. A PJ não tem a pretensão de atingir todo mundo, mas quer ser fundamento de uma proposta de vida e esperança para os jovens. É importante que os grupos de uma mesma paróquia, as paróquias de uma mesma área, as áreas de uma mesma diocese, as dioceses de um mesmo regional se encontrem para crescer juntos e construir uma Pastoral da Juventude organizada e ser testemunho de um novo jeito de viver e expressar a nossa fé. 3. VENDO MAIS DE PERTO AS ETAPAS DE UM GRUPO DE JOVENS 3.1. CONVOCAÇÃO Um aspecto importante é a convocação. Sempre é tempo de convocar. A convocação é a dinâmica que garante a vida renovada em nossa prática junto aos e às jovens. Ela se caracteriza pela motivação, pela informação e por um despertar dos/as adolescentes e jovens às propostas educativas que a Pastoral da Juventude oferece em cada realidade, a partir dos ambientes e espaços onde os/as jovens vivem, considerando aspectos da arte (teatro, dança, música…) ou de esporte (jogos, caminhadas, excursões…). A convocação é um convite aberto a todos/as os/as jovens e é planejada com atividades curtas e massivas. Estas formas de convocação devem ser realizadas de modo orgânico e convergente, tendo como meta motivar os/as jovens para o amadurecimento integral. Envolver os/as jovens que já estão na vida de grupo nestas atividades é uma garantia que a Pastoral da Juventude vá mais além do grupo, porque concretiza o que costumamos afirmar com insistência, quando falamos de “jovens evangelizando outros jovens”. Além disso, leva-os a realizar pequenas atividades para que sejam construtores deles/as mesmos/as e da Pastoral da Juventude. Trabalha-se, de modo especial, a dimensão missionária da Pastoral da Juventude. Isso se dá, por exemplo, organizando missões jovens nos diversos meios onde estes/as jovens se encontram. 3.2. NUCLEAÇÃO Na nucleação, a pedagogia diz-nos que o ideal é formar grupos pequenos para que as pessoas se conheçam melhor e se tornem instrumento privilegiado de evangelização. É na nucleação que o(a) jovem vai compreender como é importante e bom conviver em grupo. É importante investir muito na integração. Os grupos normalmente formam-se por meio do convite pessoal, pelo testemunho de outros(as) jovens já engajados, após encontros de jovens, nos festivais e eventos artísticos, depois da conclusão do Crisma, nos eventos litúrgicos mais fortes (como a Páscoa), entre tantas oportunidades. Nessa etapa, as relações pessoais são mais importantes do que a doutrina. Trata-se de uma fase em que o(a) jovem ainda não despertou para a idéia de ser fermento em seu meio. Por isso, é preciso deixar bem claro: o grupo ainda não existe só porque o pessoal está indo aos encontros. Serão necessários alguns meses de reuniões ou encontros para o grupo ser grupo de verdade! Esse tempo de “gestação” poder durar três meses ou mais. Os(as) jovens vão se conhecendo, se integrando e descobrindo nas reuniões o que é ser grupo, sua importância, os valores de um trabalho em equipe, como organizá-lo, como atuar nele, qual será seu programa e objetivo. Essa etapa chama-se “descoberta do grupo”, porque este ainda não é grupo, não é comunidade. É necessário esquentar o motor antes de dar a partida. Alguns temas que podem ser tratados aqui devem falar dessa fase que o grupo vive, como a amizade, a boa comunicação. O possível resultado será o sentimento de união entre eles: “todos são bons e devemos fazer o possível para não surgirem conflitos”. 3.3. INICIAÇÃO Estamos entrando no período da iniciação. É fundamental que se tenha em mente que a evangelização do(a) jovem é feita mediante um processo educativo não formal. O encontro de jovens não é aula de religião e doutrina. Transmitir a mensagem por meio da arte, da brincadeira, da música, da dinâmica, da cultura, da expressão corporal, é recuperar o sentido lúdico da evagenlização juvenil. Em muitos lugares, a PJ não consegue firmar-se por causa da atitude centralista de alguns membros da Igreja. Alguns líderes das comunidades têm dificuldade de enteder o processo de amadurecimento da fé e do compromisso do(a) jovem. Sabemos que a juventude vive um período da vida voltado à aventura da liberdade, da espontaneidade, da flexibilidade e que, nessa etapa, seu sentimento diante das instituições é de rebeldia. Assumir o compromisso é um processo lento e gradual. Ainda não é hora de grandes atividades ou projetos. É momento de formação. O(a) jovem descobre o grupo, sua comunidade, vê o problema social, percebe que não está sozinho(a) nessa caminhada (são mais de 30 mil grupos de jovens no Brasil, segundo informa o Marco Referencial da PJ do Brasil), e que essa empreitada possui uma organização. Descobre, também, que os problemas têm uma raiz estrutural. É a fase dos conflitos, na qual as limitações começam a aparecer. A questão não é a limitação, mas como ela é encarada. Superando-se essas dificuldades, o grupo torna-se mais unido. Avaliações da caminhada ajudam a vencer estas barreiras. No campo afetivo, começam a surgir os subgrupos a partir das relações interpessoais. Esse momento caracteriza-se pela ansiedade e pelos questionamentos. Por um lado, sente-0se o desenvolvimento e o avanço do grupo e, por outro, a preparação para saltos de independência. 3.4. MILITÂNCIA O processo de militância é a etapa em que o jovem desperta para o compromisso sério. É momento de conversão. Possui três critérios: Fé amadurecida: a fé sem obras é morta (cf. Tg 2,26). A fé em Jesus Cristo é mais forte que o seguimento de qualquer ideologia. É por meio dessa fé que o(a) jovem vai perseverar. Compromisso: pode-se contar com o(a) jovem, ele(a) não está brincando de fazer PJ. Dimensão libertadora e transformadora: é líder, não se deixa manipular, tem consciência crítica. Um grupo militante não precisa encontrar-se com a mesma freqüência que o período da iniciação, pode ser toda semana ou cada 15 dias. Mas é importante que se reúnam, troquem experiências, dores e alegrias. Assim, não perdem o vínculo com a comunidade e nasce outra forma se ser grupo. Este morre como “grupo”, mas renasce como “grupos”, à medida que alguns militantes investem na formação de outros jovens. Deve-se valorizar as militâncias grupais, pois elas fazem parte do processo de formação da PJ. Os espaços de atuação estão em dois focos: o espaço pastoral e os organismos intermediários. Muitos militantes, ao saírem dos grupos, continuam a trabalhar na comunidade, na sociedade e na PJ como assessores. Verifica-se o engajamento nos movimentos sociais, nos partidos, nos sindicatos, nas uniões de moradores, no movimento estudantil, nos conselhos tutelares, na pastoral da terra, na catequese, na pastoral vocacional. Muitos optam pela vida religiosa. Alguns jovens até conseguem desenvolver a militância nos dois espaços (no pastoral e nos organismos intermediários). Isso é importante. Quem atua nos movimentos sociais deve estar presente na comunidade para alimentar e celebrar sua fé. Seu testemunho anima quem está somente com a militância pastoral. Estes devem, pelo menos, ter um testemunho de compromisso social. A militância se dá em três locais: na comunidade, na PJ e nos meios específicos. Chegamos ao ponto. Normalmente, a atuação na comunidade e na PJ é o caminho mais natural. Muitos(as) jovens, porém, perceberam que a evangelização poderia ficar restrita, que talvez não fosse missionária. Então dirigiram-se para onde o jovem estava: na escola, na fábrica, no campo, na periferia. A idéia, como vemos, não é nova. Ela nos lembra os momentos da JAC, JEC, JIC, JOC, JUC, que foram bons caminhos. 4. O ENCONTRO O Encontro de Grupo (também conhecido como “Reunião do Grupo”) é o momento importante da vida do grupo. É no processo de encontro que o grupo nasce, cresce e amadurece. É o lugar do encontro das pessoas para partilha da vida, para comungar a mística cristã, para assumir como sujeitos de aprendizagem no processo a ser vivido na dinâmica interna do grupo e atitudes e posturas frente à realidade, motivado pela mística cristã. Aqui apresentamos alguns pilares que ajudam a criar a dinâmica da formação sistemática para um rito semanal ou quinzenal da reunião. Os ritos são importantes para manter o grupo. 4.1. Acolhida - Dê atenção especial para a chegada das pessoas, os cumprimentos a cada um/a, ajudam a criar um clima de confiança e intimidade. A preparação do local com antecedência, de modo a comunicar o tema através de símbolos, frases ou figuras, é algo que ajuda o grupo a se concentrar. Um canto (religioso ou popular), ligado ao tema e uma saudação alegre. A pessoa que anima diz algumas palavras que sintetizem o objetivo do encontro/reunião para que todos/as vão se apropriando do tema. 4.2. Relembrando o encontro anterior - É o lugar da memória do grupo. Lembrar os pontos mais importantes que foram tratados, lembrar as decisões tomadas e cobrar as atividades que foram distribuídas entre os membros do grupo. Aqui se vê a importancia de que os Encontros tenham uma sequência e sejam planejado previamente. 4.3. Olhando a nossa realidade - Considerar que a reunião parte da vida concreta dos jovens, situar no ambiente onde vive (escola, bairro, zona rural, indígena, ribeirinha, universidade e as demais situações que vêm os jovens). É o momento de perceber, ou “tirar a trave do olho”. a. Dinâmica – A tarefa deste momento e provocar um tema, um conteúdo a partir de um exercício em que todos/as o(a)s participantes possam ser envolvidos. b. Aprofundando o resultado da dinâmica – o primeiro momento é dedicado a escutar os sentimentos vividos e o segundo momento o que aprendemos com o exercício vivido? Importante anotar as descobertas feitas a partir do tema trabalhado. 4.4. Confronto com a vida de Jesus/Palavra de Deus – É hora de escutarmos e encarmos nossas vidas e julgamentos a luz da Palavra. Em muitas vezes, quando trabalhamos um tema polêmico, fazer o jovem se perguntar: “Como o Mestre agira diante de tal situação?”, e através da Leitura Bíblica, encontrar a resposta adequada. a. É um momento de estudo e depois de confronto das atitudes de Jesus diante de um fato semelhante ao vivido pelo jovem. A iluminação bíblica ajuda para assumir em sua vida a mística cristã, os valores evangélicos. b. Não é uma tarefa fácil. É preciso uma pesquisa anterior sobre o texto lido, ou algumas indicações que ajudem a aprofundar e a estudar o texto sugerido. 4.5. Assumindo o compromisso com a vida nova - Considerar o caminho percorrido dos/as participantes, propor atitudes a serem cultivadas no grupo e como grupo na semana. Tratar de ver a realidade, perceber nela os apelos de Jesus e do seu Reino para assumir uma atitude nova, cristã. Ir construindo seu Projeto de Vida pessoal em sintonia com o Projeto de Jesus. a. É o momento de tomar postura frente à realidade como grupo. Considerar desde atitudes pessoais e ações grupais. 4.6. Celebrar a vida – oração – Celebrar o que foi descoberto, experimentado torna-se oração. É o momento de contemplação do Amor de Deus para com a humanidade. Este momento não pode ser um ato mecânico de rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria. Despertar o gosto pela oração. Não ser longa. Ser criativa. 4.7. Avaliar – rever a renião – Perceber com o grupo se o objetivo foi alcançado, retomar como grupo as ações assumidas e não assumidas na vida das pessoas e perceber outros recursos para ajudar a tornar a reunião sempre mais agradável. 4.8. Preparar o próximo encontro – É o momento de recordar o grupo o plano do grupo para o mês, distribuir as tarefas, informar sobre a vida da comunidade mais ampla e outras informações e despedidas. 4.9. Dicas Importantes Toda reunião deve ter começo, meio e fim. Não podem faltar em um encontro: Oração Inicial Dinâmica Discussão do Tema Leitura Bíblica Confronto entre a palavra de Deus e a realidade Oração Final. Pode-se adicionar inúmeras atividades a fim de dinamizar o assunto e o encontro: Música. Atividades corporais. Avaliação e Projetos. Avisos Importantes. Filme Momento de descontração, E mais o que a imaginação mandar… Fontes de informação: Revistas. Jornais. Livros. Internet. Vídeos / Músicas, etc. Um dos motivos pelo qual muitos grupos de jovens se tornam monótonos é porque: Faltam idéias claras dos objetivos; Falta uma seqüência de temas; Falta hora para começar e terminar; Falta um planejamento e sobretudo; Falta uma cobrança de compromissos assumidos. Um grupo que não se disciplina não tem espinha dorsal e é incapaz de transformar o mundo ao seu redor, de ser fermento na massa, de ter uma missão. 5. DEZ MANDAMENTOS PARA O GRUPO CRESCER 1º) Que todos compareçam às reuniões, mesmo que o tempo seja ruim. Se vierem poucos, valorizar a estes e trabalhar com os que estão presentes, sem ficar chorando a ausência: poucos e bons fazem mais do que muitos indecisos. 2º) Nunca chegar atrasado, e se não der para chegar em tempo, pede-se desculpa ao grupo: todos merecem respeito, tanto o que chega como os que já estão na reunião. 3º) Durante o encontro não ficar procurando falhas nem nos dirigentes nem no comportamento dos companheiros. 4º) Aceitar sempre participar de comissão, trabalhos, ou dar opinião, porque realizar é melhor do que ficar criticando ou tirando o corpo fora. 5º) Tanto no grupo como nas comissões em que se está, tomar parte sempre, para não ser apenas uma figura de enfeite. 6º) Se alguém pede nossa opinião sobre um assunto importante, procurar dizer sempre alguma coisa (sem repetir o que já foi dito), mesmo que o assunto não seja simpático. 7º) Nossas maneiras de ver “como deveriam ser as coisas”, devem ser externadas durante os encontros e não depois deles. 8º) Ninguém faça apenas o absolutamente necessário, mas procure ajudar, e encorajar os demais. As críticas também são formas de ajuda, desde que sejam construtivas e sejam feitas para melhorar. 9º) Procurar ver sempre os encontros, as festinhas ou outros movimentos, como uma oportunidade de confraternização e não de desperdício de tempo e dinheiro. 10º) Não viver se queixando disto e daquilo, enjoando os companheiros com as mesmas doenças ou conversas, mesmos problemas e fofocas, mas viver interessado no crescimento do grupo e de cada pessoa. (Fontes: Experiências dos Grupos de Jovens da PJ Diocese de Piracicaba, Adaptação do Roteiro de Como Iniciar um grupo de jovens, volume 1 CAJU, CELAM – CCJ. Projeto de Vida – Caminho Vocacional da Pastoral da Juventude Latino-Americana. 2004., OLIVEIRA, Rogério de. Pastoral da Juventude – E a Igreja se faz jovem. 2002. Editora Paulinas, SOUZA, Rui Antonio de. Revista Mundo Jovem. 1994. Edição 250, pagina 11, CCJ. Agora que você tem seu grupo de base o que fazer com ele?. 1992. São Paulo, GASQUES, Jerônimo. Grupo de Jovens: por onde começar?. Editora Paulinas. 1989. São Paulo)

    sábado, 23 de maio de 2009

    “Somente uma juventude organizada será uma juventude forte”

    "Mãe, você me pergunta se eu acredito em Deus? Eu te pergunto que Deus? Tem sido minha missão te mostrar Deus no Homem, pois, somente no homem ele pode existir. Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão. Todo homem por si só influencia a natureza do seu futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder que todos nós possuímos, esse poder me mudar o curso da história, é o poder de Deus. Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim." (Stuart Edgard Angel Jones) Após assistir o Filme Zuzu Angel, que conta a trajetória da mãe que luta pela justiça em memória de seu filho, um jovem militante com muitos motivos para lutar. Então me lembrei de certo dia quando me perguntaram: “Naquela época eles lutavam por democracia e hoje quais são os motivos que levam a Juventude a lutar?” Confesso que fiquei a pensar por alguns momentos, mas cheguei a uma conclusão: temos diversos motivos para lutar: Lutar por espaço, por liberdade de expressão. Lutar pelas nossas artes e dons. Lutar por nossa livre escolha Cristã. Lutar por aqueles que não têm voz e nem vez na sociedade. Lutar contra o aumento da tarifa do coletivo ou contra os ladrões engravatados. Lutar por uma educação de qualidade ou por saneamento básico no bairro. Motivos não faltam e juventude organizada também não. Com a nossa força de vontade e disposição vamos muito longe, vamos além da teoria. A sociedade merece a participação criativa, alegre e contagiante da juventude, que possamos assumir uma missão, como aqueles que nos precederam na história, que sejamos uma nova geração de Che’s, Stuart’s, Zuzu’s, Dorothy’s, Helder’s e tantos outros que são ícones na luta pelo povo e pela justiça. Fazer do momento presente a construção de uma história coletiva e um dia poder compartilhá-las com nossos netinhos! Minha utopia momentânea: ser Pastoral da Juventude e assumir a nossa luta contra todo tipo de violência e a favor da vida. “Com vontade de lutar e vencer...” por Taís Silva Oliveira http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://contador.s12.com.br/img-cy5B8Cac-56.gif&imgrefurl=http://quefato.blogspot.com/&usg=__vdcqsNvsmMfxKf3VhNrejV9oh1I=&h=28&w=72&sz=3&hl=pt-BR&start=181&um=1&tbnid=IKQd0yUcP4cm7M:&tbnh=27&tbnw=69&prev=/images%3Fq%3Dex%2Bpejoteiros%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D162%26um%3D1

    O Anel de Tucum - O Filme

    Trata-se de uma parábola atual, feita de documentário e de ficção, que percorre o campo e acidade, a rua e a alma. Quem estará por detrás da mobilização do povo, nas pastoraias comprometidas, nessa caminhada de libertação que vem marcando a Igreja do Brasil, da América Latina? Os "senhores" deste mundo suspeitam de "alguém" e maquinam contra. O povo da fé e da luta - com o ANEL DE TUCUM na mão e no coração a esperança - conhece o Alguém verdadeiro e prossegue na caminhada. Temos pra vender: QUEM QUISER É SÓ DEIXAR SEU EMAIL E TELEFONE NOS COMENTARIOS QUE ENTRAREMOS EM CONTATO Duração aprox.: 70 min. Legendas: - Áudio: Português

    sábado, 16 de maio de 2009

    Vem Aí! CURSO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DA JUVENTUDE

    Salve gente de Deus, Paz e Bem! É com muita alegria que estamos preparando para nos encontrarmos em mais um momento único com a Galera da PJ... Na força e no coração do Cristo Jovem estamos chegando mais uma vez até vocês. Esperamos encontrá-los neste mesmo barco para um momento muito especial. Com certeza que vocês estão caminhando com fé, coragem e alegria, somando forças com os jovens de todo o Brasil, para a construção de uma PJ mais dinâmica e comprometida com o Reino de Deus e com a construção da “civilização do Amor”. Estamos próximos de mais um 2º CAF - Curso Arquidiocesano de Formação, onde poderemos ao mesmo tempo, aprender um pouco mais sobre temas super interessantes e, sobretudo para nos reunirmos entre amigos para celebrarmos nossa linda caminhada. O tema do Curso desse ano é: JUVENTUDE, O ROSTO DINÂMICO DE CRISTO, com o Lema: ”Juventude, rosto do mundo, teu dinamismo logo encanta quem te vê”. Portanto, anote aí na sua agenda e não perca tempo em preparar tudo desde já para nos encontrarmos. DATA: 17, 18 e19 de Julho. LOCAL: Casa de Oração. ENDEREÇO: Bairro Furnas. CIDADE: Cambuí/MG (Setor Fernão Dias) O Curso Arquidiocesano de Formação é muito importante para a nossa caminhada, pois celebramos o início da nova Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude (EAPJ). Com missão de proporcionar a troca de experiências e aprofundar temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil. E aí? Já arrumou as malas? O que está esperando? Com certeza você não ficará de fora dessa! Traga na sua bagagem um pouco de esperança, muita alegria e vontade de crescer como cidadão e cristão. • Trazer roupa de cama e banho, bíblia, material para anotações, Ofício Divino da Juventude, uma foto 3X4, roupas para a noite cultural (Festa à Fantasia) e se possível, colchonetes. • Investimento: R$ 40,00 (quarenta reais) por jovem. • LOCAL: Cassa de Oração, bairro Furnas, no município de Cambuí/MG (Setor Fernão Dias). Aí haverá uma grande faixa e/ou pessoas esperando por você lá até as 19:30 h; seja pontual para aproveitarmos ao máximo este curso.(VER MAPA) Saindo de Pouso Alegre: Pegue a Fernão Dias (BR-381) até Camanducaia. Siga as placas até a estrada para Monte Verde. A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude pretende fretar um ônibus com saída as 18:30h da Rodoviária de Pouso Alegre mas ainda NÃO CONSEGUIU PATROCÍNIO. Cada grupo, onde a PJ está organizada na arquidiocese, poderá enviar 3 (três) jovens para o Curso. Para participar do encontro, é necessário confirmar participação até o dia 06 de Julho e levar preenchida a ficha de inscrição que segue anexa junta ao panfleto de divulgação ou pelo e-mail pjpousoalegre@yahoo.com.br. O evento tem como objetivo proporcionar a troca de experiências e o aprofundamento de temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil, em busca da Civilização do Amor. É isso aí galera! Contamos com a presença de vocês para esse nosso Curso Arquidiocesano! Vai ser um encontro muito “porreta” com muita motivação, alegria, música, formação! A gente se encontra por lá! No mais, desejamos uma feliz preparação para este nosso Curso. Um abraço jovem, fraterno e amigo para todos e todas do Grupo. Atenciosamente, Equipe Arquidiocesana - Pastoral da Juventude

    quarta-feira, 13 de maio de 2009

    Divino no Jovem

    Aniversário de 3 Anos do Grupo JUC - Pouso Alegre

    segunda-feira, 11 de maio de 2009

    Adiada votação da redução da maioridade penal

    quarta-feira, 6 de maio de 2009, 16:37 Do Diário OnLine Com Agência Senado A votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que trata da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ficou para a próxima semana, após um pedido de vista encabeçado pelo senador Aloisio Mercadante (PT-SP) na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado. O assunto está dividindo os senadores, como ficou claro nesta quarta-feira, durante reunião da CCJ destinada a discutir as propostas. O relator da PEC, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), qualificou de "razoável" a maioridade penal de 16 anos de idade, e observou que os crimes considerados leves continuarão a ser julgados de acordo com o que determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Senadores presentes à reunião, a exemplo de Aloizio Mercadante, condenaram com veemência a redução da maioria penal. Para ele, isso representaria "uma tragédia social" já que, observou, atingiria as camadas mais pobres da população. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) concordou e disse que caso fosse aprovada a redução da maioridade penal, "o Senado estaria cometendo um crime contra as futuras gerações". Por isso defendeu o pleno cumprimento do ECA. Houve ainda senadores que se manifestaram a favor da redução da maioridade, lembrando que o texto de Demóstenes Torres já estipula condições especiais de cumprimento da pena. Um deles, Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), lembrou que se o jovem de 16 anos pode votar, também pode ser punido judicialmente caso venha a cometer crimes hediondos.

    quinta-feira, 7 de maio de 2009

    PJ: Um jeito de ser e fazer

    Orientações para a caminhada: um Corpo em construção A Pastoral da Juventude Nacional (PJ) há alguns anos vem sentindo a necessidade de registrar e organizar toda a sua ação em um documento único que traga parte de sua história, seu projeto de evangelização junto à adolescentes e jovens e, também, as orientações que demarcam o seu jeito de atuar. Esta elaboração é uma homenagem a todos e todas que acreditaram no Chamado e que, a partir dele, foram ao encontro de adolescentes e jovens, gerando protagonistas de uma nova Igreja, sinal da “Civilização do Amor”, à luz do seguimento de Jesus de Nazaré. Este documento tem a finalidade de reunir as reflexões acumuladas ao longo dos anos. Mais que um documento, quer servir de pistas a serem usadas por suas coordenações e lideranças em vários níveis: nacional, regional, diocesano e, principalmente, nos encontros de formação e articulação da caminhada. Ele é um resultado de reflexões e discussões sobre a ação da Pastoral da Juventude e vem sendo construído há algum tempo. Neste caminho recebeu o apelido carinhoso de “O Corpo”, que originou da idéia de se juntar as diversas reflexões da PJ e dar um corpo a essas proposições. Esperamos que “O Corpo” sirva de instrumento e traga luzes para a ação evangelizadora neste Brasil que têm adolescentes e jovens sedentos/as e carentes da Palavra de Deus, de acolhida e atuação como sujeitos autônomos. fonte: http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2383&Itemid=0

    segunda-feira, 27 de abril de 2009

    Significado do Anel de Tucum

    Muita gente (amigos, colegas e até familiares) me pergunta o que significa a "grossa argola" negra que carrego no anular da mão direita. Bom, imaginando que mão e dedo não interferem no significado do anel de tucum (esse é o nome da tal "argola"), costumo responder que se trata de minha opção pelas lutas populares, pelas classes subalternas. Trata-se, pois, de uma aliança popular, de um pacto de honra e determinação por fazer tudo que estiver ao meu alcance, como indivíduo e como ser social, para levar adiante a reivindicação de direitos e a esperança por um mundo realmente humano e fraterno. Na explicação que publico abaixo - encontrada sem autoria nas venturosas páginas da rede mundial de computadores e sensivelmente editada por mim - está a origem histórica e religiosa dos grandes pactos, das grandes alianças... E também alguns emblemas para refletir sobre a força e a importância do anel de tucum , que carrego no dedo e, principlamente, no coração, na ação cotidiana apaixonada... Muitas pessoas perguntam qual é o significado deste anel preto, utilizados pelos adeptos da Teologia da Libertação, e por integrantes das Pastorais da Juventude. Algumas pessoas, o utilizam apenas pelo visual, sem conhecer ou se importar com o seu real significado. Para nós, adeptos dos movimentos eclesiais de base, admiradores dos ideais da Teologia da Libertação, engajados em movimentos sociais e integrantes das Pastorais da Juventude, este anel significa o compromisso com as causas descritas no trecho abaixo por Dom Pedro Casaldáliga. "(...) Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas e as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte (...)". No filme chamado "O Anel de Tucum" você pode ouvir o próprio Pedro Casaldáliga falando sobre o anel. ver parte do filme: www.youtube.com/watch?v=0iJKVjWes7g -

    sábado, 25 de abril de 2009

    CNBB reunida em Assembléia divulga Declaração contra a Redução da maioridade penal

    Declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil contra a redução da maioridade penal “Todas as vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos (...) foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40) O Brasil enfrenta uma onda generalizada de violências sob os mais variados aspectos e pontos de vista. São violências que vão desde a negação ou privação dos direitos básicos à vida até àquelas que geram insegurança, apreensão, medo. Campanhas equivocadas criminalizam crianças, adolescentes e jovens como principais responsáveis dessas ações violentas, quando na verdade, frequentemente, os maiores culpados ficam totalmente impunes. Os atos violentos, os crimes, o narcotráfico, envolvendo-os, a cada dia, em sua perversa trama, tiram-lhes as possibilidades de plena realização e os afastam de sua cidadania. Neste contexto, o Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse a solução para a diminuição da violência e da impunidade. A realidade revela que crianças, adolescentes e jovens são vítimas da violência. Muitas vezes são conduzidos aos caminhos da criminalidade por adultos inescrupulosos. A CNBB entende que a proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema. Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda dos valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico. Reafirma a CNBB que a redução da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias. Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional - Constituição Federal, art. 228­ - além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos. Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades. A Igreja no Brasil conclama os poderes públicos – Executivo, Legislativo e Judiciário – bem como a sociedade civil a debater o assunto. Urge a busca de soluções focadas nas políticas públicas que efetivem melhores condições de vida para todos, na implementação de medidas sócio-educativas previstas no ECA e no desenvolvimento de uma política nacional de combate ao narcotráfico, penalizando com maior rigor a manipulação e o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens pelo crime organizado. A Igreja Católica, através de suas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e entidades sociais, desenvolve projetos sócio-educativos, profissionalizantes, de recuperação de dependentes químicos e de atendimento a adolescentes autores de ato infracional, obtendo resultados que indicam à sociedade caminhos a partir de ações educativas e não punitivas. A CNBB se une a todos os brasileiros que trabalham para que se cumpra a premissa básica da Constituição Federal, art. 227: “CRIANÇA E ADOLESCENTE PRIORIDADE ABSOLUTA” e reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal. Indaiatuba, São Paulo, 24 de abril de 2009

    sexta-feira, 24 de abril de 2009

    O símbolo da PJ

    O símbolo da Pastoral da Juventude surgiu de um concurso nacional realizado entre o final dos anos 80 e início dos anos 90. Foi Criado pelo então jovem Cristiano, do Regional Sul I, hoje já adulto e casado. O símbolo da PJ representa uma cruz estilizada, como se ela estivesse deitada no chão, servindo de estrada, um caminho, rumo à “Civilização do Amor”, tão citada em nossos documentos e proferida pelo saudoso Papa Paulo VI para os jovens de todo planeta. A cor vermelha do nosso símbolo é a cor da paixão. Paixão pelo novo, pelo protagonismo juvenil, pela utopia. E quando realmente estamos apaixonados, a gente respeita, a gente cuida, a gente ama. Enfim, amar nos leva a “Civilização do Amor”. Mas afinal, o que é essa “Civilização do Amor”? A “Civilização do Amor” nada mais é que a concretização do reino de Deus aqui na terra. Nós acreditamos que o Reino de Deus se iniciará aqui quando o homem novo e a mulher nova tomarem consciência que um outro mundo é possível. O círculo ao redor do PJ significa nossa opção pelo trabalho em grupo. Grupo em círculo, todos iguais na mesma caminhada. (Por Anderson Alexandre / PJ - Campinas-SP)

    quinta-feira, 23 de abril de 2009

    Maringá vai acolher o Encontro Nacional da Pastoral da Juventude em 2012

    A 10ª edição do Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) será em 2012 e vai acontecer em Maringá. A escolha da cidade foi definida no último final de semana, em reunião da coordenação nacional da Pastoral da Juventude (PJ). A cidade, que superou Belo Horizonte na preferência, será a primeira da região sul do país a receber o evento. O ENPJ é um momento em que a Pastoral da Juventude reflete, discute, partilha e celebra sua vida e sua história. O encontro é realizado a cada três anos e reúne representantes dos jovens de todas as dioceses do Brasil. “Será um espaço onde juntos reafirmaremos a opção de evangelização da juventude tecendo linhas e orientações pastorais que guiarão nossos trabalhos”, explica o membro da coordenação nacional, Claudinei de Lima. Além da própria juventude, a escolha da cidade tem o apoio do arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, de padres, religiosos e, também, de entidades da cidade como o Maringá Convention & Visitors Bureau. A última edição do ENPJ aconteceu em janeiro deste ano, em Natal, RN, e foi marcada por momentos de espiritualidade, estudo e missão. Como resume o bispo responsável pelo Setor Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o objetivo foi “reforçar a identidade da própria PJ e provocá-la para novos horizontes”.

    quarta-feira, 22 de abril de 2009

    VEM AÍ 2º C.A.F.

    2º CURSO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DA JUVENTUDE Aos Pejoteiros e Pejoteiras Paz e Bem! Estamos vivendo a expectativa para a realização do 2º CAF -Curso Arquidiocesano de Formação. A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre (EAPJ) promove o Curso Arquidiocesano da Pastoral da Juventude atendendo as exigências da IX Assembléia Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, realizado nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2009. As lideranças estarão reunidas na Casa de Oração, situada no Bairro Furnas, localizado no município de Cambuí. O tema do Curso desse ano é: Juventude, o rosto dinâmico de Cristo, com o Lema: ”Juventude, rosto do mundo, teu dinamismo logo encanta quem te vê”. O evento tem como objetivo proporcionar a troca de experiências e o aprofundamento de temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil. Cada paróquia, onde a PJ está organizada na arquidiocese, poderá enviar 3 (três) jovens para o Curso. Para participar do encontro, é necessário confirmar participação até o dia 06 de Julho e levar preenchida a ficha de inscrição que segue anexa junta ao panfleto de divulgação ou pelo e-mail edpjpousoalegre@yahoogrupos.com.br. Confira a seguir os detalhes: Investimento: R$ 40 (pagar no dia 17 para o Robson ou Carlos) Data: 17, 18 e 19 de Julho Local: Casa de Oração de Cambuí. Endereço: Bairro Furnas – Cambuí Acolhida: sexta-feira, dia 17, às 20h30. Alimentação: as paróquias que vão ajuda com a alimentação. Lembrete: levar roupa de cama, bíblia, material para anotações, uma foto 3x4, Ofício Divino da Juventude e se possível, colchonetes. FORMA DE PAGAMENTO O pagamento para membros pode ser feito no dia 17 de Julho com os tesoureiros no valor de R$ 40,00 ou, depósito bancário, fazendo um depósito na seguinte conta da Caixa Econômica Federal (ou enviar DOC), sendo que, quem pagar antecipadamente o valor da taxa será de R$ 35,00: NOME: DANIEL AUGUSTO DOS SANTOS AGENCIA: 0147 CONTA: 001132310 CÓDIGO DA OPERAÇÃO: 013 Além de fazer o depósito ou transferência, envie, por favor, imediatamente um e-mail com os dados da operação (data do pagamento, valor em reais, banco de onde foi enviado o pagamento) e com toda informação sobre o que pagou (qual talão, quem pagou etc.) para ajudar o rápido registro de seu pagamento, enviando essas informações para o endereço eletrônico do Tesoureiro: carloshenrique@univas.edu.br Depois de fazer o depósito ou enviar o DOC, pedimos o favor de enviar-nos, se possível uma fotocópia de seu recibo bancário, pelo correio, para que seja possível identificar quem fez o depósito ou DOC, e até mesmo levar no dia 17 de Julho de 2009 e entregar para os tesoureiros da EAPJ para darmos baixa nos débitos: CARLOS HENRIQUE DE PAULA Rua Cesário Alvim, 607 - Centro CEP 37557-000 – Congonhal – MG

    segunda-feira, 20 de abril de 2009

    Grupo JUC - Pouso Alegre celebra Semana da Cidadania

    Foi realizado o encontro da semana da cidadania nos dias 14, 16 e 18 do mês de abril de dois mil e nove, na sala de catequese, da Igreja da comunidade Santa Rita de Cássia, no bairro Belo Horizonte, na cidade de Pouso Alegre, estando presentes a coordenadora senhora Narayamma Oliveira Botazini; e os seguintes membros senhora Maryane Mendes Martins; senhora Gabriela Almeida Rodrigues; senhora Emily De Fátima Ferreira; senhora Paloma Cristina Pereira; senhora Thulya Gloria Azevedo; senhor Clayton Rogério Pereira; senhor Marco Antonio De Souza Pereira; senhora Edmara Barra Dos Santos; senhor Diego Firmino Da Silva; senhor Andersom Braga De Godói; e o coordenador do grupo Jovens Unidos Com Cristo senhor Welington Expedito Aparecido Pereira; e a palestrante senhora Norair Donizetti Oliveira Botazini. Foram preparadas diversas Palestras durante os tres dias despertando aos jovens presentes o sentido de Ser cidadão, respeitando e participando das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam.

    Coordenação da PJ da Arquidiocese de Pouso Alegre se reúne.

    A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, esteve reunida neste domingo, 19 de Abril, no Salão Paroquial do município de Itapeva-MG, com o apoio do padre Chiquinho. Na oportunidade, aconteceu a avaliação trimestral da Equipe, a jovevem Angélica apresentou o relatório da Reunião do Regional Leste 2, os jovens Hedinho e Daniel falaram da importancia da participação da Pastoral da Juventude na Semana da Juventude e Cidadania de Pouso Alegre, o jovem Marquinho falou da Articulação da Equipe Setorial do Setor Mogi. Além de tudo isso, foi preparada a Infraestrutura do II CAF (Curso Arquidiocesano de Formação Mais um passo nós damos! Seguimos em frente!

    sexta-feira, 17 de abril de 2009

    Saudades...

    Lamentavelmente, Jéssica já não está entre nós. Vai ser difícil acostumarmos nos com tal ausência, pois alguém tão querida jamais poderia ter nos deixado de maneira tão precoce e abrupta. O nosso único consolo é a certeza de que Deus lhe reservou uma eternidade de paz e conforto. Jéssica será motivo da nossa maior saudade, e a lacuna aberta em nossos corações deve nos guiar no caminho da reflexão, no sentido de buscarmos sempre as melhores atitudes para com o próximo, sempre pensando no significado de cada um dos nossos atos, no reflexo que nossas atitudes e palavras podem ter sobre a vida de terceiros. Essa perda inestimável deve nos fazer lembrar do quanto somos frágeis, do quão efêmera é a existência humana e do que devemos fazer para que esta nossa breve passagem sobre a terra seja marcada apenas por gestos nobres, belos e generosos. Nós perdemos uma grande e boa amiga, alegre e doce que vai permanecer para sempre em nossas memórias. A humanidade perdeu uma das suas filhas mais especiais, pois seu coração era muito grande pra ela. Viemos por meio desta apresentar as nossas sinceras condolências à seus amigos mais íntimos e familiares; devemos sempre nos lembrar que agora essa pequena grande menina, está soltando sua linda voz nos braços de nosso Pai Criador. Carinhosamente, Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude de Pouso Alegre.

    quinta-feira, 16 de abril de 2009

    1ª Semana da Juventude e Cidadania - Pouso Alegre

    A Coordenadoria de Políticas da Juventude - Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, juntamente com diversas entidades da região e a Pastoral da Juventude realiza, de 02 a 09 de Maio, a “Semana da Cidadania”. Com o tema “Seja Protagonista da sua história, agora você pode”, o evento apresenta palestras com representantes da Juventude, da Igreja Católica entre outras, além de apresentações culturais.

    segunda-feira, 13 de abril de 2009

    REGIONAL LESTE 2 ESCOLHE SEU NOVO REPRESENTANTE NA COORDENAÇÃO NACIONAL

    Na última reunião do Regional Leste 2 (13-15 de março),nosa Arquidiocese foi representada pela jovem Angélica, onde escolheram como nosso representante na Coordenação Nacional, o jovem Marcelo Lírio, da Diocese de São Mateus - ES. Ele passa a compor essa coordenação e terá um mandato de três anos (2009-2012). Uma das primeiras responsabilidades dele é defender a vinda do 10º Encontro Nacional da PJ para Belo Horizonte em 2012. Cuidemos desse jovem e sempre lembremos dele em nossas orações! Algumas informações: Nome: Marcelo Lírio da Silva Idade: 25 anos Contatos: (27) 9983-7224 e e-mail: marcelo-lirio@hotmail.com Natural de: Montanha (norte do Espírito Santo) Diocese: São Mateus Profissão: Professor fonte: http://www.pjleste2.blogspot.com/

    quarta-feira, 8 de abril de 2009

    Mensagem do papa Bento XVI para a 24ª Jornada Mundial da Juventude

    (5 DE ABRIL DE 2009) “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10) Queridos amigos! Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a xxiv Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10, 17). A juventude tempo da esperança Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança? Na raiz da “grande esperança” A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (n. 31). Eis por que uma das consequências principais do esquecimento de Deus é a evidente desorientação que marca as nossas sociedades, com consequências de solidão e violência, de insatisfação e perda de confiança que não raro terminam no desespero. É clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: “Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, não o sente” (Jr 17, 5-6). A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, encontram-se a enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de “maus mestres”, não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã. São Paulo testemunha da esperança Encontrando-se imerso em dificuldades e provações de vários tipos, Paulo escrevia ao seu fiel discípulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperança? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa época Saulo era um jovem como vós, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Moisés e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Caindo por terra, perguntou: “Quem és Tu, Senhor?”. E aquela voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues!” (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se apóstolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escreverá: “A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e missionário: fundou comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia, percorrendo milhares de quilómetros e enfrentando toda a espécie de peripécias, até ao martírio em Roma. Tudo por amor a Cristo. A grande esperança está em Cristo Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). O “Deus vivo” é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar “o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo” (Catecismo da Igreja Católica, 1817). O caminho rumo à grande esperança Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar também cada um de vós, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro é um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de vós poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontrá-l’O? Ou também, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça? Quando na oração expressamos a nossa fé, também na obscuridade já O encontramos porque Ele se oferece a nós. A oração perseverante abre o coração para O acolher, como explica Santo Agostinho: “O Senhor nosso Deus quer que nas orações se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos” (Cartas 130, 8, 17). A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34). Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar juntos, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé. Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participação activa nos Sacramentos. Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, são confirmados pelo Espírito Santo para viver como autênticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apostólicas na Igreja e no mundo. A Unção dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doença e no sofrimento. Agir em sintonia com a esperança cristã Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n’Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d’Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já. Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da “grande esperança” que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n’Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder “a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!” (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz. Maria Mãe da Esperança Modelo deste itinerário de vida apostólica seja para vós São Paulo, que alimentou a sua vida de fé e esperança constantes seguindo o exemplo de Abraão, do qual escreve na Carta aos Romanos: “Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas nações” (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperança formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos nós prosseguimos rumo à realização do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, Mãe da Esperança. Aquela que encarnou a esperança de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperança, aos pés da Cruz, é para nós modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por nós e guia-nos na escuridão das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exortação de São Bernardo inspirada no título de Maria Stella maris, Estrela do mar: “Tu que na instabilidade contínua da vida presente, te vês mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mantém fixo o olhar no esplendor desta estrela, se não quiseres ser aniquilado pelos furacões. Se insurgem os ventos das tentações e te encalhas entre as rochas das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria… Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria… Seguindo os seus exemplos não te perderás; invocando-a não perderás a esperança; pensando nela não cairás no erro. Amparado nela não escorregarás; sob a sua protecção nada recearás; com a sua guia não te cansarás; com a sua protecção alcançarás a meta” (Homilias em louvor da Virgem Mãe, 2, 17). Maria, Estrela do mar, sê tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e sê ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperança. Ao garantir a minha recordação quotidiana na oração por todos vós, queridos jovens, abençoo de coração a vós e às pessoas que vos são queridas. Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009. BENEDICTUS PP. XVI

    quinta-feira, 2 de abril de 2009

    VEM AÍ O 12º INTERECLESIAL DAS CEBS

    O tema do 12o. Intereclesial: “CEBs, Ecologia e Missão” e o lema: “Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia” convidam-nos a adentrar nas linhas e travessões da floresta amazônica, nos emaranhados dos igarapés e na imensidão dos rios para ouvir com o coração o que Deus tem falado “muitas vezes e de muitos modos” (Hb1,1) as nossas comunidades que receberam “do Criador e do Cristo, “primogênito de toda criatura”, a missão de ser, junto com toda a humanidade, “Irmã da Criação”. Por isso, a Igreja considera como parte da sua opção fundamental a salvaguarda de toda a criação, chama todos os homens e mulheres a cuidarem do Planeta como sua casa comum. (Doc.Ass.Reg.N1eN2,1997, n.37) Em 2009, o 12º. Intereclesial das CEBs vai marcar profundamente a comunhão eclesial da Arquidiocese de Porto Velho. A preparação dos últimos três anos, o DOZINHO: I Encontro Arquidiocesano das CEBs reunindo a maior representatividade de nossa arquidiocese, a Romaria da Bíblia, são motivos para animar a nossa caminhada neste chão de Rondônia; colocam-nos em estado permanente de Missão, no espírito do documento de Aparecida. “Aprendemos dia após dia que cada acontecimento eclesial possui o caráter de sinal, pelo qual Deus Se comunica a Si mesmo e nos interpela” (Sacramentum Caritatis 92). Estamos unidos aos povos de diferentes culturas, “aos povos da floresta em sua contemplação do Deus da Vida que manifesta o seu amor maternal na terra, no céu estrelado, no mistério das matas e dos rios” (n.35). Vamos alargar a tenda porque aqui Deus está acampado no meio de nós. As CEBs vivem sua missão nessa região, onde a aliança do Criador com o universo aparece tão fortemente, seja na tradição bíblica, seja nas culturas indígenas. “Eis o que diz o Senhor: Quero fazer uma aliança com os animais da floresta e as aves do céu, com os répteis do chão e tudo o que vive na terra. Vou eliminar o arco e as armas de guerra para que todas as criaturas descansem em seguran­ça. Então, vou me casar contigo na justiça e na misericórdia, na fidelidade e na compaixão. Eu escutarei os céus e eles escutarão a terra, e a terra escutará as plantações” (Os 2, 18-19. 21). Do Bioma Amazônico, a terra ferida, as constantes ameaças à vida, gritos de dor “eu ouvi o clamor do meu povo” (Ex 3,7) e impulsos para um novo parto; são os desafios resultantes do caminho destruidor das florestas, rios e biodiversidade; da grilagem de terras, dos plantadores de soja, do desmatamento e destruição da vida da floresta, das madeireiras, plano de exploração de bauxita e outros minérios, narcotráfico, hidrelétricas, inércia dos governos federal, estadual e municipais, corrupção política, crime organizado. Enquanto, de um lado, o maior desafio dos povos da Amazônia é a construção de uma proposta de desenvolvimento que evite a destruição da floresta e a poluição das águas, que não ameace a sua incrível biodiversidade; de outro lado, os povos da floresta amazônica estão construindo formas de convivência com a Amazônia e estão dando sinais de que desejam que os caminhos de desenvolvimento sejam redefinidos a partir de seus conhecimentos e de suas estratégias, e contem com sua participação efetiva. Devemos favorecer uma autêntica mudança de mentalidade no modo como lemos a história e o mundo através da forma eucarística da existência. Somos impelidos “a considerar a terra como criação de Deus, que produz quanto precisamos para o nosso sustento. As condições ecológicas em que a criação subjaz em muitas partes do mundo suscitam justas preocupações, que encontram motivo de conforto na perspectiva da esperança cristã, pois esta compromete-nos a trabalhar responsavelmente na defesa da criação”. (Sacramentum Caritatis 92). O documento de Aparecida ilumina-nos diante das contradições que derrubam os modelos antigos de missão em que nos apoiamos e nos obrigam a reinventar o novo modo de buscar respostas para a fome de vida e de justiça; ajuda-nos a criar uma “consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade e a estabelecer entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazônica, uma pastoral de conjunto com prioridades, para criar um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva o bem comum.” (DA 415) Texto: Dom Moacyr Grechi Fonte: CNBB

    terça-feira, 24 de março de 2009

    PAPA SE ENCONTRA COM OS JOVENS EM ANGOLA

    Jovens angolanos fizeram uma coreografia em homenagem a Bento XVI Neste sábado, 21, o Papa Bento XVI realizou um encontro com a juventude de Luanda, no Estádio dos Coqueiros. Antes da chegada do Santo Padre, os jovens entoaram cânticos e fizeram coreografias de boas-vindas.Quando o Papa entrou no estádio, foi entoado o hino da juventude. "Benedito, Benedito" foi o grito que uniu os jovens no momento da sua chegada.Milhares de jovens, provenientes das 18 províncias do país, prepararam uma coreografia para receber o Pontifice e formaram os contornos do mapa de Angola, no gramado do estádio. No altar montado no topo norte do estádio, Bento XVI leu a mensagem “Bem-vindo”, constituída por milhares de cartões brancos e vermelhos. "Deus faz a diferença" e "faz-nos diferentes" Com essas Palavras, O Papa convidou os jovens a não terem medo “de decisões definitivas”, no casamento, na vida sacerdotal ou na consagração religiosa.O Papa falou aos "milhares de jovens angolanos mutilados em consequência da guerra e das minas". "Penso nas muitas lágrimas que muitos de vocês derramaram pela perda dos familiares, e não é difícil imaginar as nuvens cinzentas que ainda cobrem o céu dos seus melhores sonhos", acrescentou."O futuro da nova humanidade é Deus, e antecipação inicial disso mesmo é a sua Igreja. Quando puderem, leiam com atenção a sua história. A Igreja, com o passar dos anos, não envelhece; antes, torna-se cada vez mais jovem, porque caminha ao encontro do Senhor, aproximando-se cada vez mais da única e verdadeira fonte de onde brota a juventude, a novidade, a regeneração, a força da vida", defendeu.Bento XVI disse aos presentes que "o futuro é Deus" e que "a renovação começa dentro (...). A força dinâmica do futuro está dentro de vós"."Coragem! Ousai decisões definitivas, porque na verdade são as únicas que não destroem a liberdade, mas lhe criam a justa direção, possibilitando seguir em frente e alcançar algo de grande na vida. Sem dúvida, a vida só pode valer se viverem com a coragem da aventura, a confiança de que o Senhor nunca vos deixará sozinhos", indicou aos jovens."Juventude angolana, liberta de dentro de ti o Espírito Santo. Confiai nele como Jesus, arriscai este salto no definitivo. Assim, serão criados, entre vocês, ilhas, oásis e grandes superfícies de cultura cristã onde se tornará visível aquela cidade santa que desce do céu", acrescentou."Viva a juventude de Angola", concluiu Bento XVI. Homenagens dos jovens ao Papa Após a sua intervenção, um jovem em cadeira de rodas cantou ao “amigo Jesus”, tendo sido posteriormente saudado de forma fervorosa pelo Papa.O Presidente da Comissão Episcopal da Juventude e Bispo de Ndalatando, Dom Almeida Kanda, fez a saudação ao Papa, declarando que "cada jovem angolano é um aliado natural de Cristo”. “Espero de Vossa Santidade uma palavra orientadora que os confirme na sua vocação”, nesta hora de “reconstrução nacional”, acrescentou.Depois, iniciou-se um momento cultural que representava o mosaico angolano, com diversas danças ao som de apitos, tambores, danças cânticos tradicionais. No final, foi lida a mensagem dos jovens a Bento XVI, na qual afirmaram que "após os escombros da guerra" estão conscientes das dificuldades que "vão contra os valores evangélicos", como a AIDS, o aborto ou a droga.Alguns jovens casados, sacerdotes e religiosos se apresentaram diante do Papa, oferecendo presentes do artesanato local, como esculturas do mapa de Angola, da Palanca Negra e do Pensador.No fim, alguns deles apresentaram o seu testemunho: um jovem padre relatou a história de sua vocação, outro apresentou a sua recuperação de uma vida marcada pelos vícios, e o último falou do percurso que o levou até ao casamento.O encontro foi encerrado com uma oração em que Bento XVI menciona que “é difícil ser jovem hoje”. O Papa reza a Jesus pelos jovens: “Dá-lhes um coração bom e puro, manso e humilde como o Teu. Purifica os seus pensamentos e desejos, os seus olhares, palavras e acções”. Saiba mais.: Todas as notícias do Papa na ÁfricaLeia também:.: Peregrine na Terra Santa durante a visita do Papa Da Redação da Canção Nova Notícias, com Ecclesia/Reuters

    quinta-feira, 19 de março de 2009

    A Semana da Cidadania Vem Aí

    Em todo País a Semana da Cidadania vai ser celebrada pelas PJs O lema que vai acompanhar a PJ neste evento é : Juventude em Marcha contra a Violência Para quem deseja conhecer melhor a Semana da cidadania segue alguns materiais Bacana: Cartaz - 2009 http://www.4shared.com/file/88446783/ae15a19a/Semana_da_Cidadania_-_Cartaz_2009.html... Subsidio - 2009 http://www.4shared.com/file/88446668/a6863fab/Semana_da_Cidadania_-_Subsidio_2009.html Textos complementares Mais informações e textos complementares, visetem o site da Casa da Juventude!Link: http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2313&Itemid=2 Anos anteriores Alguns materiais (cartazes e subsidios) da SdC dos anos anteriores:http://henriquepejoteiro.blogspot.com/2009/01/semana-da-cidadania-sdc.html

    quarta-feira, 18 de março de 2009

    VIA SACRA JOVEM - Congonhal 2009

    A via sacra é uma caminhada com Jesus, vivendo com ele os últimos dias de sua vida, seu sofrimento, sua morte e sua vitória sobre a morte. Caminhar com Jesus nos ajudará a descobrir como Jesus anunciava a vida e denunciava as estruturas que causam a morte de muitas pessoas. A Pastoral da Juventude de Congonhal - Grupo JUCAFE convida a todos os que fazem parte das pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre, para participarem da VIII Via-Sacra Jovem que acontecerá no dia 10 de Abril de 2009 (sexta-feira santa) com concentração às 18:00 na Praça Com. José Ferreira de Matos em frente a Igreja Matriz de Congonhal.

    segunda-feira, 16 de março de 2009

    Páscoa à vista! (Reginaldo Veloso*)

    Adital - Passadas as efervescentes brincadeiras do Carnaval, nossos olhos se voltam para o Oriente, porque daqui a uns 40 dias, vai renascer o Sol da Justiça. É a festa das festas que vem aí: a Festa da PÀSCOA! A palavra "páscoa", de origem hebraica, é irmã da portuguesa "passagem". E páscoa quer dizer "a passagem de Deus"! Sim, porque Deus passa, está passando na história da Humanidade, na vida da gente... Mas a gente não se dá conta. Foi preciso, então, que Deus passasse de maneira espetacular, escandalosa até, para que, pelo menos uma porção de gente se tocasse. E foi assim: JESUS DE NAZARÉ, um carpinteiro, que, mais de 2000 anos atrás, nascera de um casal pobre e vivera num lugarejo do interior da Palestina, ao 30 anos de idade, começou a anunciar o Reino de Deus! Para pertencer a este Reino, as pessoas precisavam mudar de vida: - Quem tinha conhecimentos devia partilhar com os desinformados... - Quem tinha dinheiro, deveria repartir com os necessitados... - Quem tinha poder, devia colocar-se a serviço dos excluídos... Era como se o mundo tivesse que virar de cabeça para baixo! Uma revolução, sim, mas que deveria começar no coração de cada um, de cada uma. Para os pobres, era uma BOA NOTÌCIA, aquilo que eles mais gostariam de ver acontecer. E é isso que quer dizer "evangelho", palavra grega, sinônimo de "boa nova", boa novidade. Mas para os ricos era subversão, perturbação da ordem, ou, como muita gente hoje em dia ainda diz, isso era "comunismo"! Até os pobres, iludidos pela conversa mole dos ricos e poderosos, foram na onda deles e ficaram contra Jesus. Só sei que, por conta dessa história, Jesus terminou preso, foi condenado e morreu crucificado entre dois marginais. Mas, quando os poderosos menos imaginavam, os poucos seguidores de Jesus de Nazaré foram perdendo o medo e fizeram o maior reboliço na cidade: saíram anunciando que Deus havia ressuscitado seu Mestre! Jesus vivia, isto é, Deus deu razão a ele! Ele morreu pela causa de povo, sobretudo dos pobres, seu sangue foi derramado para que uma nova Humanidade começasse a se organizar, os entendidos se colocassem a serviço dos sem instrução, os ricos se colocassem a serviço dos empobrecidos, os poderosos se colocassem a serviço do povo, e todos se juntassem numa grande irmandade, uma família de irmãos e irmãs, simples como as crianças. E como a causa pela qual Jesus morrera era justamente a causa de Deus, o que Deus mais queria que acontecesse, por esse motivo, Deus passou no túmulo onde Jesus foi sepultado, e o arrancou do poder da morte. Deus aprovou a vida e a mensagem de Jesus! Portanto, pregavam seus discípulos, está na hora de aceitar sua mensagem libertadora, de fazer parte do Reino por ele anunciado... Chegou o momento de cada um, de cada uma, deixar Deus passar na sua vida. PÁSCOA é isso: Deus passando na historia de Jesus de Nazaré, e o reconhecendo como seu Filho! Deus querendo passar na vida de cada um da gente, na medida em que a gente entrar na jogada de Jesus, e se tornar assim um filho, uma filha de Deus. Só sei que, quem ia acreditando em Jesus, através da mensagem dos discípulos, tomava um banho, para mostrar que estava começando uma vida nova, limpa de todas as maldades e sujeiras. E esse banho passou a chamar-se de Batismo. Os discípulos (seguidores), agora chamados "apóstolos", que dizer "enviados", colocavam as mãos sobre a cabeça dos que se "batizavam" e eles e elas recebiam um nova energia, um espírito novo, que chamavam de ESPÌRITO SANTO! Na força dessa nova energia, é que o pessoal continuava se reunindo, escutando a mensagem dos Apóstolos sobre Jesus, repartir, entre todos, os seus bens, de tal forma que ninguém passava necessidade entre eles e elas. E esse ajuntamento de gente, convocada pela Palavra de Deus, chamou-se de IGREJA. O que mais chamava a atenção do povo era a alegria com que eles comiam a Ceia do Pão e do Vinho, em memória de Jesus: era o jeito de eles se sentirem em comunhão de vida com o seu Mestre. Era como se o corpo de Jesus passasse a se manifestar na carne deles e delas... Era como se o sangue de Jesus passasse a correr nas veias deles e delas... Era Jesus que passava a viver neles e nelas... Era o Reino de deus que começava a acontecer "assim na terra como no céu!" E essa Igreja era, assim, o ensaio, a amostra de um MUNDO NOVO! É por causa dessa historia, que os cristãos e cristãs de todos os tempos, todo ano, a certa altura do mês de abril, celebram a Festa da Páscoa. Valeria a pena a gente pensar numa "Festa da Páscoa" entre nós aqui? Que sentido teria? Apenas recordar o que aconteceu há mais de 200 anos atrás? Será que a Páscoa, de alguma maneira, estará acontecendo na vida da gente, hoje, aqui e agora, e, por isso, vale a pena celebrá-la? Talvez seja questão de ter olhos de ver olhos capazes de enxergar Deus passando na vida de cada um, de cada uma da gente... na vida do povo - Quando alguém de nós sai da solidão, do isolamento, e tem oportunidade de se encontrar com outras pessoas, de conversar suas coisas, de sentir-se escutado(a), levado(a) em conta... de poder descobrir seus valores e suas potencialidades... começar a gostar de si mesmo(a), a gostar da vida, a levantar a cabeça, a encantar-se com o que é belo, a querer o que é bom, a sonhar com um mundo diferente, de amor, alegria e felicidade... não é como se nascesse de novo?... - Quando a gente tem oportunidade de partilhar idéias, sugestões e iniciativas entre a gente... de brincar e jogar juntos... de aprender coisas juntos... de cantar, tocar e dançar juntos... de praticar algum tipo de arte ou desporte... de organizar passeios e festas... superando, aos poucos, o individualismo ou a desesperança... dando uma finalidade construtiva à própria agressividade... canalizando suas energias para o que nos dignifica como seres humanos e nos faz felizes... desenvolvendo um novo jeito de conviver, crescendo em amizade e companheirismo... não é uma nova convivência que está desabrochando?... - Quando a gente tem oportunidade de conhecer a historia e as tradições do povo da gente, as riquezas e belezas do folclore, as coisas bonitas que o povo do bairro faz, o jeito característico do povo desta cidade viver e festejar... e vai trocando as coisas que vêm de fora pelas coisas nossas... e vai começando a gostar da nossa música de raiz... e vai passando a preferir um suco das nossas frutas à coca-cola, uma comida tradicional da gente a uma Mac-burger qualquer... e por aí vai crescendo no amor a esta cidade, a começar pelo seu bairro... Não é isso identidade perdida que está se resgatando?... - Quando a gente tem oportunidade de encarar o seu ambiente de vida, com novas informações e inquietações sobre higiene, limpeza pública, reciclagem de lixo, importância do verde, da mata, do mangue, da água, do ar, do silencio, da preservação ambiental... e começa a tomar cuidados e iniciativas em casa, na escola ou quando vai pela rua... e começa a preocupar-se com arborização e jardinagem... com reciclagem de plástico e papel, com coleta seletiva... com a limpeza das canaletas e canais... com o volume de som das radiolas e televisões... com tudo quanto incomoda e prejudica o ambiente em que se vive... e passa a ser multiplicador(a) de uma nova mentalidade a respeito dessas coisas no dia-a-dia das pessoas... Não é isso um mundo diferente que está surgindo?... - Quando a gente tem oportunidade de perceber que a cidade é feita por todos os que nela habitam... que ser cidadão, cidadã, é querer bem a seu pedaço e se responsabilizar por ele, para que seja o melhor lugar do mundo, a cidade mais bonita e feliz... onde todos, de mãos dadas, vivem num mutirão sem fim, cuidando de tudo, para que tudo dê certo, para o bem de todos... onde o prazer maior é poder, no fim de semana, festejar com canto e dança a fraternidade cidadã exercida ao longo de toda a semana... Não é isso um mundo novo que está despontando? Para quem tem olhos de ver, é por aí, quem sabe, que Deus está passando, nos arrancando da morte para a Vida... é por aí que o Sangue de Jesus está circulando e o Espírito de Deus está soprando e tudo vai se transformando nos indivíduos e na sociedade, e a Páscoa vai acontecendo e o mundo se salvando Se for assim, se assim estiver sendo, será que não vale a pena celebrar a Páscoa, a passagem de Deus em nossas vidas, na vida da gente e do povo?... E agora José, e agora Maria, como vamos fazer para que nossos Grupos, Movimentos, Organizações e Comunidades cheguem à gostosa descoberta deste "Mistério" maravilhoso que se esconde em suas vidas, mas que precisa se manifestar aos olhos deles e delas, aos de todos?... Como fazer para que esta descoberta se torne motivo de festa e desencadeie toda uma criatividade, no sentido de todos se darem as mãos na preparação de um evento capaz de fazer brilhar esta vida nova, este mundo novo, que está acontecendo no dia-a-dia da gente e do povo, como Festa da Vida como um grande louvor ao Deus da Vida que assim como passou na história de Jesus, está passando nas historias bonitas da gente, hoje, aqui e agora?... A Páscoa está à vista! Como vamos fazer? Feliz Páscoa! * Presbítero das CEBs - Morro da Conceição - Recife - PE

    Nossa espiritualidade

    ADQUIRE A COLEÇÃO CAMINHANDO E CRESCENDO - Arqu. Pouso Alegre Espiritualidade A espiritualidade é o que nos alimenta e nos dá vida. É o sopro de Deus que age em nosso ser. Todos nós temos já pela escolha de Deus um espírito que nos anima. Essa espiritualidade necessita ser alimentada no dia-a-dia e no contato íntimo com Deus através da palavra, que nos leva a se comprometer com o outro e a outra, com a comunidade e com a transformação de tudo que é contrário ao que Deus quer. Por isso dizemos que a espiritualidade da Pastoral da Juventude é: Cristocêntrica – centrada em Jesus, amigo companheiro de caminhada. Mariana – Maria se compromete com o projeto de Deus. É exemplo de fidelidade, disponibilidade, entrega. Comunitária e eclesial – pois é no grupo e comunidade na que o jovem se identifica, partilha suas experiências e sonhos. Leiga e Missionária – a presença do espírito nos grupos e comunidades instiga o jovem a servir os outros e a descobrir sua vocação missionária. Encarnada e libertadora – O filho de Deus se encarna na realidade humana. Tem uma ligação de fé e vida. Tal presença é ativa e efetiva lutando pela libertação. Orante – valoriza os momentos de oração pessoal e comunitária. A liturgia e as celebrações expressam a espiritualidade que nos alimenta e anima. Celebrativa – a alegria da juventude manifesta-se na celebração da vida e do Espírito como festa inspirada na vitória pascal. A realização de encontros, festas, liturgia, caminhadas... são momentos de viver o Deus-felicidade que nos anima e revigora para a ação concreta. A Teologia da Libertação é a nossa referência com a fundamentação da fé e o compromisso de luta e pé no chão. Nossa opção é de uma espiritualidade da libertação e da opção da Igreja pelos pobres. Podemos dizer então que a espiritualidade das Pastorais da Juventude é uma espiritualidade da alegria e anúncio de Jesus da vida, com a cara e o jeito da juventude. Por isso necessitamos investir na nossa formação espiritual, participando e realizando momentos de estudo da palavra, Escolas Bíblicas e Litúrgicas e conhecimento do Ofício Divino das Comunidades e da Leitura Orante, para cultivar uma espiritualidade inculturada e ecumênica. Espiritualidade e Mística - Construídas na auto-avaliação da PJ no seminário nacional da PJB em julho 2003 Falta a compreensão de qual é a mística da PJ; é necessário reafirmar nossa Espiritualidade Cristocêntrica e Mariana, encarnada na realidade de comunhão e participação; (Ajuda a entender que esse jeito se dá na prática. Não só entender mas ajudar a ver que nossa espiritualidade e mística são propostas que perpassam nossa vida e nosso cotidiano); Como fazer chegar à base os instrumentos pelos quais fazemos opção? Falta motivar para a criação de novos cantos e instrumentos e, também, fazer conhecer os existentes; Trabalhar uma fé que sustente para a luta; Ter clareza dos ritos (conhecer, entender e saber); Falta formação para espiritualidade; Falta um “lema”, um eixo comum. Uma “marca” da espiritualidade da PJ; Estabelecer mais parcerias (CEBs, Rede Celebra...) para proporcionar Escolas Bíblicas, Litúrgicas, Ofício Divino das Comunidades, Leitura Orante da Bíblica... A PJ deveria ter um CD de cantos, Ofícios, mantras... Estabelecer um “projeto” de espiritualidade nos moldes do SINM. Estudar Jesus a partir de indicativos relacionados por ano; Ter instrumentos com menos custos (ou grátis) e que cheguem; Que o próprio Jornal Juventude seja instrumento dessa ação, de forma sistemática e não com matérias. Eclesialidade Somos desafiados (as) a viver dentro da Macro-Igreja Hierárquica. Mas com resistência. Enfrentamos e fazemos acontecer. Muitas vezes reproduzimos o Poder da Hierarquia da Igreja em nossa organização. Questionamento: Dentro da Igreja nossa prática é coletiva? Dimensão Política O ANALFABETO POLÍTICO "O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política... Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais". (Bertold Brecht) A Pastoral da Juventude exerce o papel fundamental de: Fomentar nos jovens senso crítico e capacidade de analisar a realidade cultural e social do mundo onde vivem. Formar os jovens na Doutrina Social da Igreja e nas ciências humanas para transformar a estrutura. Ajudar o jovem a integrar sua dimensão de fé com o compromisso sóciopolítico. Levar o jovem a conhecer o Marxismo, o Capitalismo Liberal, a Doutrina da Segurança Nacional, para que possa dar respostas adequadas a estas ideologias a partir do Humanismo Cristão e discernir, nos sinais dos tempos, os que são enganadores e ilusórios. No engajamento sóciopolítico a PJ precisa trabalhar ao mesmo tempo pela conversão dos corações e pela melhoria das estruturas. Os Meios de Comunicação modernos muitas vezes são utilizados por determinados grupos para infiltrar nos jovens ideologias e práticas anti-comunitárias. É necessário, portanto, formar o senso crítico da juventude diante das mensagens transmitidas pela imprensa, rádio, cinema e televisão. O desenvolvimento do senso crítico deveria ser uma preocupação da Pastoral da Juventude. Finalmente, deve-se insistir na formação moral dos jovens, formação pessoal, social e política, fundamentada nos valores do Reino. Ela deve impulsionar os jovens e adolescentes a uma honestidade de princípios que dê primazia ao social face aos interesses individuais, que leve à opção pelo compromisso político e à consciência de cidadania inspirados na Fé. (Pastoral da Juventude do Brasil. Documentos da CNBB - 44) "A discussão política, para ser conseqüente, exige o conhecimento mínimo de conceitos básicos, que forma o "politiquês" no Brasil. A politização do jovem, necessária para transformá-lo em cidadão consciente e participativo, exige certa familiaridade com a cultura e a história". (Juventude Consciente - Xico Graziano - 2002, Editora Pontes) A Pastoral da Juventude é herdeira de uma história que vem sendo construída em nosso país desde 1930 com a chamada Ação Católica. A Pastoral da Juventude do Brasil mantém uma estrutura que parte dos grupos de jovens articulados em coordenações nos diversos níveis e ambientes. “Só uma Juventude organizada, será uma juventude forte”. (PUEBLA, 1185/1188) Fonte: PJ Maringá-PR http://www.pjmaringa.com.br/v9/index.php?option=com_content&view=article&id=66:nossa-espiritualidade&catid=21:historia&Itemid=45

    quinta-feira, 12 de março de 2009

    Assembléia das Comunidades 2010

    Para animar e reacender nosso amor a Jesus Cristo, à Igreja e à evangelização, convocados pelo nosso pastor D. Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, iniciamos o processo de preparação para nossa Assembléia Arquidiocesana de 2010. No dia 01 de Março, em Pouso Alegre, com a presença de 2 representantes das comunidades de cada paróquia, num clima celebrativo, damos início a essa caminhada que será feita em 4 momentos: as Assembléias Comunitárias, no primeiro semestre de 2009; as Assembléias Paroquiais, no dia 02 de Agosto de 2009; as Assembléias Setoriais, no dia 25 de Outubro de 2009 e a Assembléia Arquidiocesana, nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2010. À luz da Palavra de Deus, particularmente do texto do encontro de Jesus com a samaritana (cf. Jo 4), queremos viver esse tempo como testemunho de que formamos uma Igreja Viva, apesar de todos os desafios, na comunhão e na participação de todos, certos de que participamos do mistério da cruz e ressurreição do Senhor. Este material, planejado e aprovado pela Equipe Central de Pastoral, é destinado a realização das Assembléias Comunitárias. Em sintonia com o Documento de Aparecida e as Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, queremos valorizar nossas comunidades como lugar privilegiado da formação dos discípulos missionários de Jesus Cristo. Por isso, o ponto de partida de todo processo da Assembléia Arquidiocesana será a vida das pequenas comunidades (mais de 1100!) que compõem as paróquias de nossa Arquidiocese de Pouso Alegre. Os membros das diversas pastorais, movimentos, ministérios e demais lideranças são chamados a participar do processo não como grupos separados, mas como membros de suas comunidades, de um único corpo, que é a Igreja (cf. Cor 12). A própria caminhada para a Assembléia Arquidiocesana será uma oportunidade para a vivência da comunhão e missão, para a animação e organização da vida eclesial a partir das bases. Que cada paróquia, como rede de comunidades, dinamize esse processo. Que os Conselhos Comunitários de Pastoral, tão enfatizados no ano de 2008, promovam a valorização e participação de todos na fé, na esperança e na caridade. Que Nossa Senhora Aparecida nos dê a sua benção e nos cubra com seu manto. Coordenação Arquidiocesana de Pastoral

    quarta-feira, 11 de março de 2009

    9 Anos do grupo JUCAFE

    Foi com muita alegria que comemoramos no dia 5 de Março o aniversário do grupo JUCAFE, de Congonhal completando nove anos de protagonismo juvenil em nossa Arquidiocese, o jovem Daniel representou a EDPJ nessa grande festa. Parabéns! Sejam sempre perseverantes na missão!

    ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO EM POUSO ALEGRE

    No dia 7 de Março foi realizado em Pouso Alegre – Bairro Belo Horizonte um Encontro de Integração entre os Grupos de Pouso Alegre, Cachoeira de Minas e Ouro Fino, com diversas atividades entre os jovens. O Encontro foi finalizado com a Santa Missa presidida pelo padre Otir, nossos agradecimentos, a EDPJ foi representada pelos jovens Sandro, Marquinho.

    Nova Equipe - Setor Mogi

    No dia 8 de Março de 2009 reuniram-se em Jacutinga os Jovens do Setor Mogi para reunião de articulação da Equipe Setorial da Pastoral da Juventude, uma das prioridades da IX AAPJ. Estavam na reunião Ducileni, e Emerson de Jacutinga, Tiago, Tharles e Israel de Monte Sião; Márcio e Sabrina de Ouro Fino; além de Marquinho, Carlos e Daniel representando a EDPJ. Marquinho encaminhou os trabalhos da reunião juntamente com os demais, onde indicaram a Nova Equipe Setorial da PJ Mogi: Artur, Marcinho, Sabrina e Tiago; priorizando a estruturação dos grupos existentes no Setor Mogi além de incentivar à criação de novos grupos. Próxima reunião dia 19 de Abril à 10h em Monte Sião (Mococa).

    sábado, 7 de março de 2009

    RETIRO DE CARNAVAL - PJ IPUIUNA

    Em fevereiro, o grupo JUC da Pastoral da Juventude (PJ)- Paróquia Sta Quitéria - Ipuiuna, re3alizou um retiro de Carnaval para jovens, cerca de 50 jovens, de 14 a 25 anos, e alguns convidados tiveram a oportunidade de passar um Carnaval diferente, 100% cristão, com linguagem jovem, dinâmica e atual. Nos quatro dias, os “retirantes” participaram de palestras que trataram de assuntos relativos a vida do jovem na sociedade moderna. Temas como: “Pra seguir a Cristo é peciso Coragem”, entre outros, foram ministrados por jovens de Ipuiuna e região, e coordenado pelo seminarista Édipo, pela coordenacção da PJ da cidade, e pelos próprios jovens da pastoral. A Equipe Diocesana da Pastoral da Juventude esteve representada no encontro pelo jovem Daniel juntamente com o grupo JUCAFE de Congonhal, no domigo de encontro.

    sexta-feira, 6 de março de 2009

    VIDA EM PRIMEIRO LUGAR:

    VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: A FORÇA DA TRANSFORMAÇÃO ESTÁ NA ORGANIZAÇÃO POPULAR Olá companheiros/as! As várias sugestões que vieram dos Estados contribuíram muito nas discussões e decisões da coordenação nacional do 15º Grito, que esteve reunida nesta segunda (02/03), em São Paulo. Conseguimos definir o lema e objetivos e elencar os eixos para a próxima edição do nosso Grito, que tem bastante em comum com todo o processo e a caminhada do Grito dos Excluídos/as. Essa crise do capitalismo deixa claro o esgotamento desse ciclo e também é certo que os pobres é que já estão pagando por ela. Esse momento apresenta possibilidades de mobilização e lutas por mudanças, porém sentimos que a “nossa crise” é a ausência de uma proposta mais elaborada de um novo modelo de desenvolvimento onde a vida esteja em primeiro lugar. Qual é a nossa proposta de um projeto popular, de um outro mundo possível para discutir e ganhar a sociedade? Foi pensando por aí que ganhou força a proposta do lema: Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular. Também indicamos uma equipe de trabalho para preparar uma proposta de conteúdos e métodos para 11º Encontro Nacional de Articuladores que acontecerá nos dias 24 a 26/04, em São Paulo. Na sexta-feira enviaremos um relato com mais informações. Abraço Secretaria Nacional do Grito dos/as Exclídos/as