• quarta-feira, 10 de junho de 2009

    Falência Motivacional

    O presidente mundial da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, o homem que tirou a Nissan da falência e é considerado o Henry Ford do século 21 diz o seguinte: “A única coisa que faz a diferença é a motivação. Se você perder a motivação, aos poucos você perde tudo”. O próprio pensamento de Henry Ford nos traz à tona a importância do caminho que escolhemos, com foco em motivação e atitude, quando disse: “Se você pensa que pode ou pensa que não pode; de qualquer forma você estará certo”. Um Grupo de Jovns nunca acaba hoje. Acaba cinco anos antes. Não é falência financeira, é falência motivacional. Vivemos num mundo onde o futuro não é repetição do passado. Lamentavelmente, algumas pessoas ainda continuam com a cabeça no século 19 e o corpo no século 21. As certezas de hoje se tornarão os absurdos de amanhã. Os motivados enxergam oportunidade nas dificuldades... Os desmotivados enxergam dificuldades nas oportunidades! Os positivos fazem... Os negativos reclamam. Motivação vai além da cesta básica e da festa de final de ano... Motivação é coisa séria, é ciência e quanto mais competitividade, quanto mais feroz uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing e mais importância ganha a motivação humana. Desde que o mundo é mundo passamos por duas situações, ou seja, o bem e o mal. A escolha entre ser otimista ou pessimista é de cada ser humano e construirá toda uma estrada em que ele irá trilhar. 82% dos grupos de jovens do mundo vieram do “absolutamente nada”, vieram da garra de seus fundadores, dos compromissos destas equipes de trabalho que acreditaram no seu talento, no seu modelo de ação e construíram a sua grande diferença em relação aos outros no mercado. Apenas 18% foram heranças de uma geração para outra. O que faz a diferença entre ricos e pobres no mundo é a maneira de se pensar e o plano de ação após idéias que podem ser maravilhosas desde que colocadas em prática... Caso contrário elas irão se juntar no cemitério de milhões de idéias que “iriam” revolucionar o mundo. Iriam porque não saíram do papel ou sequer do pensamento. A questão é: O que você está fazendo com suas idéias? O que faz com seus pensamentos? Como anda o planejamento de sua vida e de seu trabalho? Pense nisso! Por: Gilclér Regina Fonte: http://www.aztrolabio.com/home/modules/news/article.php?storyid=308

    Dia dos Namorados - 2009

    Namorar é apaixonar-se, morar no amor, deixar-se possuir de amor. E se existe algo tão presente em todas as realidades da juventude é a paixão, o amor! Mesmo no meio de tantas atividades, e envolvidos na realização dos seus sonhos (individuais, profissionais, familiares etc.), os jovens e as jovens namoram e querem viver cada paixão de forma intensa. A paixão não é vazia e efêmera, como os meios de comunicação muitas vezes retratam. Essa paixão é conspirada pelas energias grandiosas do universo e evolui processualmente para o amor, fazendo da vida uma contínua teia de realizações e beleza. Mesclado e impulsionado por uma espiritualidade libertadora, o namoro do(a) militante é cheio da essência de Deus. E carregado de beleza pura e de amor transformador, dando seu projeto de vida plena para todos(as) que acreditem nele. Morar no amor Conta o mito greco-romano que Narciso, apaixonado por sua própria imagem, morreu afogado nas águas do lago, no qual matou sua sede e que lhe mostrou o reflexo do seu amor. Numa abordagem mais crítica, conclui-se que Narciso morreu de angústia, solidão e egoísmo. Ele não conseguiu enxergar a vida em volta, pois centrara toda sua paixão em si mesmo. Para alguns psicólogos e sociólogos, vivemos numa era cacterizada pelo narcisismo, haja vista o individualismo exagerado nas relações interpessoais, sobretudo entre o(a)s jovens. Porém há uma juventude que acredita em uma realidade mais humana e que aposta na militância como concretização da Civilização do Amor. Uma juventude que se organiza nos movimentos sociais, que continua a sonhar, que luta pelo primeiro emprego e pela vida digna, que estuda para fazer a nova história e que namora, mas namora muito... porque ainda acredita no casamento e na família. Morar no amor é viver inteiramente, corpo e alma, realizando comunitariamente uma civilização humana onde todos possam caber. Apaixonar, ficar, paquerar, xavecar, namorar... serão inúmeros os verbos que definirão os relacionamentos dos jovens. Entretanto a linguagem do amor é uma só: amar! Amar e não esquecer a militância. Maicelma Maia Souza, pedagoga, pós-graduaga em Psicopedagogia Institucional Clínica. Endereço eletrônico: mareceu06@yahoo.com.br fonte: http://www.pj.org.br/2/src/site/destaque.php?id=24

    terça-feira, 9 de junho de 2009

    Curso de Inverno do IPJ

    Curso de inverno -2009 data; 19 a 26 de julho Local: Instituto Santo Tomas de Aquino - Coração Eucaristico - Belo Horizonte/MG Taxa: R$ 100,00 para quem mora na arquidiocese de Belo Horizonte e R$80,00 para as demais dioceses. Palestra: E a Igreja se faz Jovem Juventude e Relações de Genero Juventude e segurança publica O Divino no Jovem Oficinas: Como dinamizar seu grupo de jovens Como vivencia a fé e a mistica no grupo de jovens como desenvolver a participação social no grupo de jovens como cuidar da pessoa no grupo de jovens ODJ Arte, teatro e musica Comunicação Ecologia Integral

    sexta-feira, 5 de junho de 2009

    PARTICIPEM DA 1ª FESTA JUNINA DA PASTORAL DA JUVENTUDE

    terça-feira, 2 de junho de 2009

    Semana da Cidadania - JUC

    Encerrou no dia 16 de maio nossa semana da cidadania do grupo JUC, onde tivemos 4 (quatro) encontros sobre o tema: o primeiro encontro foi o de abertura, onde explicamos sobre o tema, como iriamos realizar, qual seria nosso objetivo a atingir e como iriamos realizar; nosso segundo encontro foi falado sobre o ato de julgarmos as pessoas, o preconceito, onde assistimos o filme "A espera de um milagre"; nosso terceiro encontro falamos sobre a violência e a criminalização existente em nossa sociedade, onde foi usado uma redação feita por um membro do grupo (Jussie) e usamos muito a letra e a música "A minha alma - O Rappa"; nosso último encontro foi feito um pequeno debate sobre o tema geral da semana da cidadania, onde cada membro expos seu entendimento e opinião, e recordamos um pouco sobre cada encontro. Foi proposto por membro do grupo ao coordenador, trabalhar mais vezes durante o ano esse tema em encontros do grupo, por se interessarem bastante e ser de suma importancia para a nossa juventude. Concluímos que devemos fazer nossa parte para viver em uma sociedade mais tranquila e onde haja mais paz, vimos também muito sobre o preconceito comum que cada um carrega dentro de si, que é causado as vezes pelo que a sociedade em si nos faz acreditar.

    segunda-feira, 1 de junho de 2009

    Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente

    “Exatamente na véspera de Natal, eu corri ao mercado para comprar os últimos presentinhos, que eu não havia conseguido comprar antes. Quando eu vi todas aquelas pessoas no mercado, comecei a reclamar comigo mesma: -Isto vai demorar a vida toda, e eu ainda tenho tantas coisas para fazer, outros lugares para ir. O Natal está ficando pior a cada ano. Como eu gostaria de poder apenas me deitar, dormir e só acordar após tudo isso. Sem notar, eu fui andando até a seção de brinquedos, e lá eu comecei a bisbilhotar os preços, imaginando se as crianças realmente brincam com esses brinquedos tão caros. Enquanto eu olhava a seção de brinquedos, eu notei um garoto de mais ou menos cinco anos pressionado uma boneca contra o peito. Ele acarinhava o cabelo da boneca e olhava tão triste, e fiquei tentando imaginar para quem seria aquela boneca que ele tanto apertava. E o menino virou-se para uma senhora próximo a ele e disse: -Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente para comprar esta boneca? A senhora respondeu: -Você sabe que o seu dinheiro não é suficiente, meu querido! E ela perguntou ao menino, se ele poderia ficar ali olhando os brinquedos por cinco minutos, enquanto ela iria olhar outra coisa. O pequeno menino estava segurando a boneca em suas mãos. Finalmente eu comecei a andar em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca. E ele respondeu: -Esta é a boneca que a minha irmã mais adorava, e queria muito ganhar neste Natal. Ela estava tão certa que o Papai Noel traria esta boneca para ela este ano. Eu disse: -Não fique tão preocupado, eu acho que o Papai Noel irá trazer a boneca para sua irmã. Mas ele triste me disse: -Não, o Papai Noel não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar esta boneca pra minha mãe, assim ela poderá dar a boneca à minha irmã, quando ela for lá. Seus olhos se encheram de lágrimas enquanto ele falava: -Minha irmã teve que ir para junto de Deus. O papai me disse que a mamãe também irá embora para perto de Deus em breve. Então eu pensei que a mamãe poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã. Meu coração quase parou de bater. Aquele garotinho olhou para mim e disse: -Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu pedi a ele que esperasse até eu voltar do mercado. Depois ele me mostrou uma foto muito bonita dele rindo, e me disse: -Eu também quero que a mamãe leve esta foto, assim ela também não se esquecerá de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não tivesse que partir agora, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha. Ai ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira e peguei algumas notas e disse para o garoto: -E se nós contássemos novamente o seu dinheiro, só para termos certeza de que você tem o dinheiro para comprar a boneca? E coloquei minhas notas junto ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contar o dinheiro. Depois que contamos, o dinheiro daria para comprar a boneca e ainda sobraria um pouco. E o garotinho disse: -Obrigada Senhor por atender o meu pedido e me dar o dinheiro suficiente para compra a boneca. E ai ele olhou para mim e disse: -Ontem antes de dormir eu pedi a Deus que fizesse com que eu tivesse dinheiro suficiente para comprar a boneca, assim a mamãe poderia levar a boneca. Ele me ouviu …. e eu também queria um pouco mais de dinheiro para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas eu não ousaria pedir mais nada à Deus. Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca. Você sabe, a minha mãe adora rosas brancas? Uns minutos depois, a senhora voltou e eu fui embora sem ser notada. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente do que havia começado, entretanto não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento. Então lembrei-me de uma notícia no jornal local de dois dias atrás, quando foi mencionado que um homem bêbado numa caminhonete, bateu em outro carro, e que no carro estavam uma jovem senhora e uma menininha. A criança havia falecido na mesma hora e a mãe estava em estado grave na UTI, e que a família havia decidido desligar as máquinas, uma vez que a jovem não sairia do estado de coma. E pensei, será que seria a família daquele garotinho? Dois dias após meu encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem senhora havia falecido. Eu não pude me conter e sai para comprar rosas brancas e fui ao velório daquela jovem… Ela estava segurando uma linda rosa branca em suas mãos, junto com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito. Eu deixei o local chorando, sentindo que a minha vida havia mudado para sempre. O amor daquele garotinho por sua mãe e irmã continua gravado em minha memória até hoje. É difícil de acreditar e imaginar que numa fração de segundos, um bêbado tenha tirado tudo daquele pequeno garotinho. Preocupe-se um pouco com as outras pessoas, antes de sair dirigindo bêbado pelas ruas, e pegue as chaves daqueles que julgar necessário, você estará salvando outras vidas e a sua vida também.” “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”. – William Shakespeare

    As Pastorais Nacionais da Juventude estão reunidas em São Paulo

    Iniciou-se no dia 29, o Seminário Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil (PJB): Pastoral da Juventude, Pastoral da Juventude do Meio Popular, Pastoral da Juventude Estudantil e Pastoral da Juventude Rural, na escola nacional Florestan Fernandes, em Guararema (SP). O evento que tem a participação de jovens vindos de diversas regiões do pais, conta com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), além de diversas organizações da sociedade civil, para debater o tema: “O extermínio e a violência contra a juventude”, a partir do lema “Juventude em marcha contra a violência”. O objetivo do seminário é desenvolver estratégias de ação contra as diversas formas de violência e extermínio da juventude, haja vista o aumento potencial do número de mortes prioritariamente contra um mesmo grupo étnico social (jovens, negros e pobres), não só nas grandes cidades, mas, além disso, contra jovens de cidades do interior, jovens filhos de trabalhadores rurais, lutadores sociais e membros de comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, fundo de pasto, ribeirinhos e etc), todos vítimas do aumento da violência. Após a abertura, foi desenvolvido o primeiro painel sobre o assunto, com a assessoria do integrante da Associação de familiares e Amigos de Presos da Bahia, Hamilton Borges. Os participantes fizeram diversas colocações e questionamentos que ajudaram a compreender toda a temática proposta para o seminário. O dia se encerrou com a produção de painéis que expressaram a reflexão realizada. O seminário continuou, dia 30, com o acompanhamento do Assessor da PJMP, Robson Rodrigues, e se prolongou até o dia 31 de maio. Fonte:http://www.cnbb.org.br/ns/modules/news/article.php?storyid=1617

    quarta-feira, 27 de maio de 2009

    HISTÓRICO DA PASTORAL DA JUVENTUDE EM POUSO ALEGRE

    A Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Pouso Alegre surgiu através de trabalhos realizados por irmãs, padres e leigos. Inicialmente, começou com alguns movimentos, encontros, evoluindo para uma pastoral mais organizada, até atingir a Pastoral da Juventude, conhecida já há muito tempo da Arquidiocese. No início a Pastoral da Juventude gozava de muito prestigio em toda a Arquidiocese de Pouso Alegre. Houve fases em que a PJ teve um padre assessor para cada Setor da Arquidiocese. E nesse tempo, a Pastoral da Juventude fez muitos encontros e cursos de formação, buscando uma organização de Pastoral da Juventude no Meio Popular, Meio Rural e Meio Estudantil... conseguiu até, uma comunhão maior com as paróquias através de trabalhos específicos, principalmente, a Pastoral Operaria, Pastoral Vocacional, Pastoral da terra, Catequese, Romaria da Terra... No início da estruturação da Pastoral da Juventude, na Arquidiocese de Pouso Alegre, muitos grupos e movimentos contribuíram decisivamente na sua organização, destacamos o TLC (Treinamento de Liderança Cristã), Vicentinos, Pastoral Estudantil, e ultimamente, a RCC. No começo, e em alguma fases, houve maior entrosamento entre e Pastoral da Juventude e outras pastorais e grupos. Com o tempo os grupos e as pastorais foram se distanciando umas das outras, e a Pastoral da Juventude, hoje, tem um entrosamento maior com a Pastoral Vocacional e a Catequese, mais precisamente, com a Crisma. Um dos problemas que percebemos nesta historia da Pastoral da Juventude, e que ainda hoje constatamos, é a questão da liderança. Tivemos muitos e bons coordenadores da Pastoral da Juventude nestes tempos passados, muitos acabaram simplesmente pela pastoral e hoje atuam em alguns movimentos e pastorais. Outros militam em algum partido político, outros ainda continuam acompanhando a Pastoral da Juventude como assessores. E uma boa parte se afastou até da Igreja. Não podemos fazer uma avaliação precisa da caminhada da Pastoral da Juventude desde o seu início por não termos documentos Arquidiocesanos, também, as pessoas que estiveram frente desse movimento hoje se encontram muito distante de nós, conforme podemos conferir nos parágrafos subseqüentes. Na historia da Pastoral da Juventude, tivemos, no entanto, vários Assessores. Apresentamos a seguir um breve histórico dos assessores: Em 1972 – Ir. Marlene (Ir. Dorotéias), e alguns padres jesuítas, iniciam um trabalho junto à juventude; Em 1975 – Frei Tarcísio Batista Lopes OFMCap, toma frente da Pastoral da Juventude (bispo de Ipameri, GO); Em 1978 – Ir. Elza Sabrosa, (Ir. Dorotéias), estando a frente da Pastoral da Juventude. Inicia-se a articulação dos 7 setores da Arquidiocese, com um padre assessor e um coordenador jovem. Em 1983 – Padre Lazinho, diocesano, (hoje Monge Trapista no Paraná), estando a frente da PJ, articula maratonas catequéticas com os livros do Ir. Néri. Em 1986 – Padre Braz Antonio da Fonseca, diocesano, toma frena ne Arquidiocese como assessor liberado, substituindo o padre Lazinho. Procura um maior entrosamento com outras pastorais e movimentos, promove cursos de formação e acompanha algumas paróquias mais de perto. Abantona o ministério presbiterial em 1988. Em 1989 – Padre Luiz Arnaldo Sefrin, Jesuíta, colocado como assessor na Arquidiocese de Pouso Alegre, e inicia alguns cursos de formação, e retiros e busca fortalecer a caminhada de algumas paróquias. Em 1993 – Assume a assessoria diocesana, padre Dirlei Abercio da Rosa, e coordenador diocesano, Adilson Fonseca. Em 1997 – Em dezembro de 1997, padre Dirlei, passa a assessoria da PJ para padre Agenor Roberto. Em 2006 – Padre Omar Aparecido assume a assessoria da Juventude de Pouso Alegre, e, até o momento nos auxiliou em dois DNJ inclusive um À nível Diocesano, um Retiro Espiritual, tres Cursos Arquidiocesanos de Formação; uma Assembléia Arquidiocesana. Além de assessorar o Setor Juventude de nossa Arquidiocese. Fonte: Pe. Dirlei Abercio da Rosa

    segunda-feira, 25 de maio de 2009

    OS GRUPOS DE JOVENS

    “Eu não sou você. Você não é eu. Mas somos um grupo, enquanto somos capazes de, diferenciadamente, eu ser eu, vivendo com você e você ser você, vivendo comigo.” O Grupo de Jovens é o alicerce da Pastoral da Juventude!!! São as células de nosso corpo!!! Mas afinal, o que é Grupo de Jovens da Pastoral da Juventude? A primeira idéia é sempre de um lugar com muitos jovens animados, acolhedores, que falam do evangelho, animam as missas e a comunidade através de gincanas, mutirões, festas, festivais, teatros, etc. Isso tudo faz parte e, natualmente, e que são caracteristicas que deixam muitos outros jovens curiosos e desejosos em fazer parte. Mas quando se inicia esta caminhada, descobrimos que existe algo “a mais”! Um Grupo de Jovens de verdade é exigente, tem tarefas, brigas, treinamentos, estudos e muita oração e ação. Na verdade, no grupo se aprende coisas que não se falam na escola ou na família, e isso é bom! Descobri-se então, que é também lugar de crescimento. O Jovem cresce no Grupo. Mas para isso, além de amor e da opção pelos jovens, expressos em documentos da Igreja latino-americana, é necessário saber como convocar, reunir e o que fazer para que o grupo de jovens caminhe para e frente, e não em círculos. O que pressupõe um jeito de trabalhar em várias etapas pelas quais passam os jovens e, que não podem ser queimadas. O ponto de partida são as necessidades sentidas no contato com a realidade. O eixo da Pastoral da Juventude são os pequenos grupos de base. Estes grupos que criam laços, confrontam a vida com o evangelho e formam lideranças jovens para o engajamento na Igreja e na sociedade. Esta foi a metodologia usada pelo próprio Jesus Cristo. Não deixando de trabalhar com a multidão, ele dedicou-se à formação dos discípulos, especialmente dos doze. 1. PEQUENOS GRUPOS O grupo de base (de 8 a 20 participantes) proporciona uma melhor participação, amizade e partilha de vida, incentiva o trabalho de cada um e favorece a formação integral do jovem. A formação acontece através de todas as atividades: trabalho, namoro, festa, estudo. Tudo tem que andar junto, contribuindo para o jovem crescer e ser feliz. No grupo, há momentos em que os jovens gostam de falar de si, de sua família, do trabalho, da escola, do lazer. Depois já estão preocupados com a comunidade e seus problemas, no compromisso com a mudança da sociedade. Por isso, uma formação integral apresenta a necessidade de uma pedagogia que engloba a vida toda do jovem, que atenda: a dimensão afetiva, ajudando a ser pessoa; a dimensão social; integrando o jovem no grupo e na comunidade; a dimensão espiritual, ajudando a crescer na fé; a dimensão política, desenvolvendo o senso crítico e ajudando a tornar-se sujeito transformador da história; a dimensão técnica, capacitando para a liderança, planejamento e organização participativos. 2. ETAPAS A PERCORRER Para chegar a uma formação integral há que se percorrer etapas, dar passos numa caminhada que acontece no grupo e fora dele. A primeira etapa é a “infância do grupo” (nucleação). É a descoberta da própria situação e das relações entre as pessoas. O grupo amadurece um pouco e chega à “adolescência” (iniciação). Começa a olhar para fora e realiza a descoberta da comunidade, dos problemas sociais e da importância da organização. A “juventude do grupo” (militância) acontece quando, aprofundando sua ação e reflexão, o jovem realiza a descoberta da sociedade e da dimensão política e social da fé, comprometendo-se com a transformação da sociedade. A formação integral, educação na fé, é um processo que se desenvolve através da formação na ação. A própria ação deve criar a necessidade da busca de conteúdo. O desafio está em construir uma pastoral de pequenos grupos e, ao mesmo tempo, a necessidade de momentos/encontros de massa, importantes na motivação, animação dos jovens e nucleação de novos grupos. A PJ não tem a pretensão de atingir todo mundo, mas quer ser fundamento de uma proposta de vida e esperança para os jovens. É importante que os grupos de uma mesma paróquia, as paróquias de uma mesma área, as áreas de uma mesma diocese, as dioceses de um mesmo regional se encontrem para crescer juntos e construir uma Pastoral da Juventude organizada e ser testemunho de um novo jeito de viver e expressar a nossa fé. 3. VENDO MAIS DE PERTO AS ETAPAS DE UM GRUPO DE JOVENS 3.1. CONVOCAÇÃO Um aspecto importante é a convocação. Sempre é tempo de convocar. A convocação é a dinâmica que garante a vida renovada em nossa prática junto aos e às jovens. Ela se caracteriza pela motivação, pela informação e por um despertar dos/as adolescentes e jovens às propostas educativas que a Pastoral da Juventude oferece em cada realidade, a partir dos ambientes e espaços onde os/as jovens vivem, considerando aspectos da arte (teatro, dança, música…) ou de esporte (jogos, caminhadas, excursões…). A convocação é um convite aberto a todos/as os/as jovens e é planejada com atividades curtas e massivas. Estas formas de convocação devem ser realizadas de modo orgânico e convergente, tendo como meta motivar os/as jovens para o amadurecimento integral. Envolver os/as jovens que já estão na vida de grupo nestas atividades é uma garantia que a Pastoral da Juventude vá mais além do grupo, porque concretiza o que costumamos afirmar com insistência, quando falamos de “jovens evangelizando outros jovens”. Além disso, leva-os a realizar pequenas atividades para que sejam construtores deles/as mesmos/as e da Pastoral da Juventude. Trabalha-se, de modo especial, a dimensão missionária da Pastoral da Juventude. Isso se dá, por exemplo, organizando missões jovens nos diversos meios onde estes/as jovens se encontram. 3.2. NUCLEAÇÃO Na nucleação, a pedagogia diz-nos que o ideal é formar grupos pequenos para que as pessoas se conheçam melhor e se tornem instrumento privilegiado de evangelização. É na nucleação que o(a) jovem vai compreender como é importante e bom conviver em grupo. É importante investir muito na integração. Os grupos normalmente formam-se por meio do convite pessoal, pelo testemunho de outros(as) jovens já engajados, após encontros de jovens, nos festivais e eventos artísticos, depois da conclusão do Crisma, nos eventos litúrgicos mais fortes (como a Páscoa), entre tantas oportunidades. Nessa etapa, as relações pessoais são mais importantes do que a doutrina. Trata-se de uma fase em que o(a) jovem ainda não despertou para a idéia de ser fermento em seu meio. Por isso, é preciso deixar bem claro: o grupo ainda não existe só porque o pessoal está indo aos encontros. Serão necessários alguns meses de reuniões ou encontros para o grupo ser grupo de verdade! Esse tempo de “gestação” poder durar três meses ou mais. Os(as) jovens vão se conhecendo, se integrando e descobrindo nas reuniões o que é ser grupo, sua importância, os valores de um trabalho em equipe, como organizá-lo, como atuar nele, qual será seu programa e objetivo. Essa etapa chama-se “descoberta do grupo”, porque este ainda não é grupo, não é comunidade. É necessário esquentar o motor antes de dar a partida. Alguns temas que podem ser tratados aqui devem falar dessa fase que o grupo vive, como a amizade, a boa comunicação. O possível resultado será o sentimento de união entre eles: “todos são bons e devemos fazer o possível para não surgirem conflitos”. 3.3. INICIAÇÃO Estamos entrando no período da iniciação. É fundamental que se tenha em mente que a evangelização do(a) jovem é feita mediante um processo educativo não formal. O encontro de jovens não é aula de religião e doutrina. Transmitir a mensagem por meio da arte, da brincadeira, da música, da dinâmica, da cultura, da expressão corporal, é recuperar o sentido lúdico da evagenlização juvenil. Em muitos lugares, a PJ não consegue firmar-se por causa da atitude centralista de alguns membros da Igreja. Alguns líderes das comunidades têm dificuldade de enteder o processo de amadurecimento da fé e do compromisso do(a) jovem. Sabemos que a juventude vive um período da vida voltado à aventura da liberdade, da espontaneidade, da flexibilidade e que, nessa etapa, seu sentimento diante das instituições é de rebeldia. Assumir o compromisso é um processo lento e gradual. Ainda não é hora de grandes atividades ou projetos. É momento de formação. O(a) jovem descobre o grupo, sua comunidade, vê o problema social, percebe que não está sozinho(a) nessa caminhada (são mais de 30 mil grupos de jovens no Brasil, segundo informa o Marco Referencial da PJ do Brasil), e que essa empreitada possui uma organização. Descobre, também, que os problemas têm uma raiz estrutural. É a fase dos conflitos, na qual as limitações começam a aparecer. A questão não é a limitação, mas como ela é encarada. Superando-se essas dificuldades, o grupo torna-se mais unido. Avaliações da caminhada ajudam a vencer estas barreiras. No campo afetivo, começam a surgir os subgrupos a partir das relações interpessoais. Esse momento caracteriza-se pela ansiedade e pelos questionamentos. Por um lado, sente-0se o desenvolvimento e o avanço do grupo e, por outro, a preparação para saltos de independência. 3.4. MILITÂNCIA O processo de militância é a etapa em que o jovem desperta para o compromisso sério. É momento de conversão. Possui três critérios: Fé amadurecida: a fé sem obras é morta (cf. Tg 2,26). A fé em Jesus Cristo é mais forte que o seguimento de qualquer ideologia. É por meio dessa fé que o(a) jovem vai perseverar. Compromisso: pode-se contar com o(a) jovem, ele(a) não está brincando de fazer PJ. Dimensão libertadora e transformadora: é líder, não se deixa manipular, tem consciência crítica. Um grupo militante não precisa encontrar-se com a mesma freqüência que o período da iniciação, pode ser toda semana ou cada 15 dias. Mas é importante que se reúnam, troquem experiências, dores e alegrias. Assim, não perdem o vínculo com a comunidade e nasce outra forma se ser grupo. Este morre como “grupo”, mas renasce como “grupos”, à medida que alguns militantes investem na formação de outros jovens. Deve-se valorizar as militâncias grupais, pois elas fazem parte do processo de formação da PJ. Os espaços de atuação estão em dois focos: o espaço pastoral e os organismos intermediários. Muitos militantes, ao saírem dos grupos, continuam a trabalhar na comunidade, na sociedade e na PJ como assessores. Verifica-se o engajamento nos movimentos sociais, nos partidos, nos sindicatos, nas uniões de moradores, no movimento estudantil, nos conselhos tutelares, na pastoral da terra, na catequese, na pastoral vocacional. Muitos optam pela vida religiosa. Alguns jovens até conseguem desenvolver a militância nos dois espaços (no pastoral e nos organismos intermediários). Isso é importante. Quem atua nos movimentos sociais deve estar presente na comunidade para alimentar e celebrar sua fé. Seu testemunho anima quem está somente com a militância pastoral. Estes devem, pelo menos, ter um testemunho de compromisso social. A militância se dá em três locais: na comunidade, na PJ e nos meios específicos. Chegamos ao ponto. Normalmente, a atuação na comunidade e na PJ é o caminho mais natural. Muitos(as) jovens, porém, perceberam que a evangelização poderia ficar restrita, que talvez não fosse missionária. Então dirigiram-se para onde o jovem estava: na escola, na fábrica, no campo, na periferia. A idéia, como vemos, não é nova. Ela nos lembra os momentos da JAC, JEC, JIC, JOC, JUC, que foram bons caminhos. 4. O ENCONTRO O Encontro de Grupo (também conhecido como “Reunião do Grupo”) é o momento importante da vida do grupo. É no processo de encontro que o grupo nasce, cresce e amadurece. É o lugar do encontro das pessoas para partilha da vida, para comungar a mística cristã, para assumir como sujeitos de aprendizagem no processo a ser vivido na dinâmica interna do grupo e atitudes e posturas frente à realidade, motivado pela mística cristã. Aqui apresentamos alguns pilares que ajudam a criar a dinâmica da formação sistemática para um rito semanal ou quinzenal da reunião. Os ritos são importantes para manter o grupo. 4.1. Acolhida - Dê atenção especial para a chegada das pessoas, os cumprimentos a cada um/a, ajudam a criar um clima de confiança e intimidade. A preparação do local com antecedência, de modo a comunicar o tema através de símbolos, frases ou figuras, é algo que ajuda o grupo a se concentrar. Um canto (religioso ou popular), ligado ao tema e uma saudação alegre. A pessoa que anima diz algumas palavras que sintetizem o objetivo do encontro/reunião para que todos/as vão se apropriando do tema. 4.2. Relembrando o encontro anterior - É o lugar da memória do grupo. Lembrar os pontos mais importantes que foram tratados, lembrar as decisões tomadas e cobrar as atividades que foram distribuídas entre os membros do grupo. Aqui se vê a importancia de que os Encontros tenham uma sequência e sejam planejado previamente. 4.3. Olhando a nossa realidade - Considerar que a reunião parte da vida concreta dos jovens, situar no ambiente onde vive (escola, bairro, zona rural, indígena, ribeirinha, universidade e as demais situações que vêm os jovens). É o momento de perceber, ou “tirar a trave do olho”. a. Dinâmica – A tarefa deste momento e provocar um tema, um conteúdo a partir de um exercício em que todos/as o(a)s participantes possam ser envolvidos. b. Aprofundando o resultado da dinâmica – o primeiro momento é dedicado a escutar os sentimentos vividos e o segundo momento o que aprendemos com o exercício vivido? Importante anotar as descobertas feitas a partir do tema trabalhado. 4.4. Confronto com a vida de Jesus/Palavra de Deus – É hora de escutarmos e encarmos nossas vidas e julgamentos a luz da Palavra. Em muitas vezes, quando trabalhamos um tema polêmico, fazer o jovem se perguntar: “Como o Mestre agira diante de tal situação?”, e através da Leitura Bíblica, encontrar a resposta adequada. a. É um momento de estudo e depois de confronto das atitudes de Jesus diante de um fato semelhante ao vivido pelo jovem. A iluminação bíblica ajuda para assumir em sua vida a mística cristã, os valores evangélicos. b. Não é uma tarefa fácil. É preciso uma pesquisa anterior sobre o texto lido, ou algumas indicações que ajudem a aprofundar e a estudar o texto sugerido. 4.5. Assumindo o compromisso com a vida nova - Considerar o caminho percorrido dos/as participantes, propor atitudes a serem cultivadas no grupo e como grupo na semana. Tratar de ver a realidade, perceber nela os apelos de Jesus e do seu Reino para assumir uma atitude nova, cristã. Ir construindo seu Projeto de Vida pessoal em sintonia com o Projeto de Jesus. a. É o momento de tomar postura frente à realidade como grupo. Considerar desde atitudes pessoais e ações grupais. 4.6. Celebrar a vida – oração – Celebrar o que foi descoberto, experimentado torna-se oração. É o momento de contemplação do Amor de Deus para com a humanidade. Este momento não pode ser um ato mecânico de rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria. Despertar o gosto pela oração. Não ser longa. Ser criativa. 4.7. Avaliar – rever a renião – Perceber com o grupo se o objetivo foi alcançado, retomar como grupo as ações assumidas e não assumidas na vida das pessoas e perceber outros recursos para ajudar a tornar a reunião sempre mais agradável. 4.8. Preparar o próximo encontro – É o momento de recordar o grupo o plano do grupo para o mês, distribuir as tarefas, informar sobre a vida da comunidade mais ampla e outras informações e despedidas. 4.9. Dicas Importantes Toda reunião deve ter começo, meio e fim. Não podem faltar em um encontro: Oração Inicial Dinâmica Discussão do Tema Leitura Bíblica Confronto entre a palavra de Deus e a realidade Oração Final. Pode-se adicionar inúmeras atividades a fim de dinamizar o assunto e o encontro: Música. Atividades corporais. Avaliação e Projetos. Avisos Importantes. Filme Momento de descontração, E mais o que a imaginação mandar… Fontes de informação: Revistas. Jornais. Livros. Internet. Vídeos / Músicas, etc. Um dos motivos pelo qual muitos grupos de jovens se tornam monótonos é porque: Faltam idéias claras dos objetivos; Falta uma seqüência de temas; Falta hora para começar e terminar; Falta um planejamento e sobretudo; Falta uma cobrança de compromissos assumidos. Um grupo que não se disciplina não tem espinha dorsal e é incapaz de transformar o mundo ao seu redor, de ser fermento na massa, de ter uma missão. 5. DEZ MANDAMENTOS PARA O GRUPO CRESCER 1º) Que todos compareçam às reuniões, mesmo que o tempo seja ruim. Se vierem poucos, valorizar a estes e trabalhar com os que estão presentes, sem ficar chorando a ausência: poucos e bons fazem mais do que muitos indecisos. 2º) Nunca chegar atrasado, e se não der para chegar em tempo, pede-se desculpa ao grupo: todos merecem respeito, tanto o que chega como os que já estão na reunião. 3º) Durante o encontro não ficar procurando falhas nem nos dirigentes nem no comportamento dos companheiros. 4º) Aceitar sempre participar de comissão, trabalhos, ou dar opinião, porque realizar é melhor do que ficar criticando ou tirando o corpo fora. 5º) Tanto no grupo como nas comissões em que se está, tomar parte sempre, para não ser apenas uma figura de enfeite. 6º) Se alguém pede nossa opinião sobre um assunto importante, procurar dizer sempre alguma coisa (sem repetir o que já foi dito), mesmo que o assunto não seja simpático. 7º) Nossas maneiras de ver “como deveriam ser as coisas”, devem ser externadas durante os encontros e não depois deles. 8º) Ninguém faça apenas o absolutamente necessário, mas procure ajudar, e encorajar os demais. As críticas também são formas de ajuda, desde que sejam construtivas e sejam feitas para melhorar. 9º) Procurar ver sempre os encontros, as festinhas ou outros movimentos, como uma oportunidade de confraternização e não de desperdício de tempo e dinheiro. 10º) Não viver se queixando disto e daquilo, enjoando os companheiros com as mesmas doenças ou conversas, mesmos problemas e fofocas, mas viver interessado no crescimento do grupo e de cada pessoa. (Fontes: Experiências dos Grupos de Jovens da PJ Diocese de Piracicaba, Adaptação do Roteiro de Como Iniciar um grupo de jovens, volume 1 CAJU, CELAM – CCJ. Projeto de Vida – Caminho Vocacional da Pastoral da Juventude Latino-Americana. 2004., OLIVEIRA, Rogério de. Pastoral da Juventude – E a Igreja se faz jovem. 2002. Editora Paulinas, SOUZA, Rui Antonio de. Revista Mundo Jovem. 1994. Edição 250, pagina 11, CCJ. Agora que você tem seu grupo de base o que fazer com ele?. 1992. São Paulo, GASQUES, Jerônimo. Grupo de Jovens: por onde começar?. Editora Paulinas. 1989. São Paulo)

    sábado, 23 de maio de 2009

    “Somente uma juventude organizada será uma juventude forte”

    "Mãe, você me pergunta se eu acredito em Deus? Eu te pergunto que Deus? Tem sido minha missão te mostrar Deus no Homem, pois, somente no homem ele pode existir. Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão. Todo homem por si só influencia a natureza do seu futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder que todos nós possuímos, esse poder me mudar o curso da história, é o poder de Deus. Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim." (Stuart Edgard Angel Jones) Após assistir o Filme Zuzu Angel, que conta a trajetória da mãe que luta pela justiça em memória de seu filho, um jovem militante com muitos motivos para lutar. Então me lembrei de certo dia quando me perguntaram: “Naquela época eles lutavam por democracia e hoje quais são os motivos que levam a Juventude a lutar?” Confesso que fiquei a pensar por alguns momentos, mas cheguei a uma conclusão: temos diversos motivos para lutar: Lutar por espaço, por liberdade de expressão. Lutar pelas nossas artes e dons. Lutar por nossa livre escolha Cristã. Lutar por aqueles que não têm voz e nem vez na sociedade. Lutar contra o aumento da tarifa do coletivo ou contra os ladrões engravatados. Lutar por uma educação de qualidade ou por saneamento básico no bairro. Motivos não faltam e juventude organizada também não. Com a nossa força de vontade e disposição vamos muito longe, vamos além da teoria. A sociedade merece a participação criativa, alegre e contagiante da juventude, que possamos assumir uma missão, como aqueles que nos precederam na história, que sejamos uma nova geração de Che’s, Stuart’s, Zuzu’s, Dorothy’s, Helder’s e tantos outros que são ícones na luta pelo povo e pela justiça. Fazer do momento presente a construção de uma história coletiva e um dia poder compartilhá-las com nossos netinhos! Minha utopia momentânea: ser Pastoral da Juventude e assumir a nossa luta contra todo tipo de violência e a favor da vida. “Com vontade de lutar e vencer...” por Taís Silva Oliveira http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://contador.s12.com.br/img-cy5B8Cac-56.gif&imgrefurl=http://quefato.blogspot.com/&usg=__vdcqsNvsmMfxKf3VhNrejV9oh1I=&h=28&w=72&sz=3&hl=pt-BR&start=181&um=1&tbnid=IKQd0yUcP4cm7M:&tbnh=27&tbnw=69&prev=/images%3Fq%3Dex%2Bpejoteiros%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D162%26um%3D1

    O Anel de Tucum - O Filme

    Trata-se de uma parábola atual, feita de documentário e de ficção, que percorre o campo e acidade, a rua e a alma. Quem estará por detrás da mobilização do povo, nas pastoraias comprometidas, nessa caminhada de libertação que vem marcando a Igreja do Brasil, da América Latina? Os "senhores" deste mundo suspeitam de "alguém" e maquinam contra. O povo da fé e da luta - com o ANEL DE TUCUM na mão e no coração a esperança - conhece o Alguém verdadeiro e prossegue na caminhada. Temos pra vender: QUEM QUISER É SÓ DEIXAR SEU EMAIL E TELEFONE NOS COMENTARIOS QUE ENTRAREMOS EM CONTATO Duração aprox.: 70 min. Legendas: - Áudio: Português

    sábado, 16 de maio de 2009

    Vem Aí! CURSO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DA JUVENTUDE

    Salve gente de Deus, Paz e Bem! É com muita alegria que estamos preparando para nos encontrarmos em mais um momento único com a Galera da PJ... Na força e no coração do Cristo Jovem estamos chegando mais uma vez até vocês. Esperamos encontrá-los neste mesmo barco para um momento muito especial. Com certeza que vocês estão caminhando com fé, coragem e alegria, somando forças com os jovens de todo o Brasil, para a construção de uma PJ mais dinâmica e comprometida com o Reino de Deus e com a construção da “civilização do Amor”. Estamos próximos de mais um 2º CAF - Curso Arquidiocesano de Formação, onde poderemos ao mesmo tempo, aprender um pouco mais sobre temas super interessantes e, sobretudo para nos reunirmos entre amigos para celebrarmos nossa linda caminhada. O tema do Curso desse ano é: JUVENTUDE, O ROSTO DINÂMICO DE CRISTO, com o Lema: ”Juventude, rosto do mundo, teu dinamismo logo encanta quem te vê”. Portanto, anote aí na sua agenda e não perca tempo em preparar tudo desde já para nos encontrarmos. DATA: 17, 18 e19 de Julho. LOCAL: Casa de Oração. ENDEREÇO: Bairro Furnas. CIDADE: Cambuí/MG (Setor Fernão Dias) O Curso Arquidiocesano de Formação é muito importante para a nossa caminhada, pois celebramos o início da nova Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude (EAPJ). Com missão de proporcionar a troca de experiências e aprofundar temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil. E aí? Já arrumou as malas? O que está esperando? Com certeza você não ficará de fora dessa! Traga na sua bagagem um pouco de esperança, muita alegria e vontade de crescer como cidadão e cristão. • Trazer roupa de cama e banho, bíblia, material para anotações, Ofício Divino da Juventude, uma foto 3X4, roupas para a noite cultural (Festa à Fantasia) e se possível, colchonetes. • Investimento: R$ 40,00 (quarenta reais) por jovem. • LOCAL: Cassa de Oração, bairro Furnas, no município de Cambuí/MG (Setor Fernão Dias). Aí haverá uma grande faixa e/ou pessoas esperando por você lá até as 19:30 h; seja pontual para aproveitarmos ao máximo este curso.(VER MAPA) Saindo de Pouso Alegre: Pegue a Fernão Dias (BR-381) até Camanducaia. Siga as placas até a estrada para Monte Verde. A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude pretende fretar um ônibus com saída as 18:30h da Rodoviária de Pouso Alegre mas ainda NÃO CONSEGUIU PATROCÍNIO. Cada grupo, onde a PJ está organizada na arquidiocese, poderá enviar 3 (três) jovens para o Curso. Para participar do encontro, é necessário confirmar participação até o dia 06 de Julho e levar preenchida a ficha de inscrição que segue anexa junta ao panfleto de divulgação ou pelo e-mail pjpousoalegre@yahoo.com.br. O evento tem como objetivo proporcionar a troca de experiências e o aprofundamento de temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil, em busca da Civilização do Amor. É isso aí galera! Contamos com a presença de vocês para esse nosso Curso Arquidiocesano! Vai ser um encontro muito “porreta” com muita motivação, alegria, música, formação! A gente se encontra por lá! No mais, desejamos uma feliz preparação para este nosso Curso. Um abraço jovem, fraterno e amigo para todos e todas do Grupo. Atenciosamente, Equipe Arquidiocesana - Pastoral da Juventude

    quarta-feira, 13 de maio de 2009

    Divino no Jovem

    Aniversário de 3 Anos do Grupo JUC - Pouso Alegre

    segunda-feira, 11 de maio de 2009

    Adiada votação da redução da maioridade penal

    quarta-feira, 6 de maio de 2009, 16:37 Do Diário OnLine Com Agência Senado A votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que trata da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ficou para a próxima semana, após um pedido de vista encabeçado pelo senador Aloisio Mercadante (PT-SP) na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado. O assunto está dividindo os senadores, como ficou claro nesta quarta-feira, durante reunião da CCJ destinada a discutir as propostas. O relator da PEC, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), qualificou de "razoável" a maioridade penal de 16 anos de idade, e observou que os crimes considerados leves continuarão a ser julgados de acordo com o que determina o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Senadores presentes à reunião, a exemplo de Aloizio Mercadante, condenaram com veemência a redução da maioria penal. Para ele, isso representaria "uma tragédia social" já que, observou, atingiria as camadas mais pobres da população. A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) concordou e disse que caso fosse aprovada a redução da maioridade penal, "o Senado estaria cometendo um crime contra as futuras gerações". Por isso defendeu o pleno cumprimento do ECA. Houve ainda senadores que se manifestaram a favor da redução da maioridade, lembrando que o texto de Demóstenes Torres já estipula condições especiais de cumprimento da pena. Um deles, Antonio Carlos Júnior (DEM-BA), lembrou que se o jovem de 16 anos pode votar, também pode ser punido judicialmente caso venha a cometer crimes hediondos.

    quinta-feira, 7 de maio de 2009

    PJ: Um jeito de ser e fazer

    Orientações para a caminhada: um Corpo em construção A Pastoral da Juventude Nacional (PJ) há alguns anos vem sentindo a necessidade de registrar e organizar toda a sua ação em um documento único que traga parte de sua história, seu projeto de evangelização junto à adolescentes e jovens e, também, as orientações que demarcam o seu jeito de atuar. Esta elaboração é uma homenagem a todos e todas que acreditaram no Chamado e que, a partir dele, foram ao encontro de adolescentes e jovens, gerando protagonistas de uma nova Igreja, sinal da “Civilização do Amor”, à luz do seguimento de Jesus de Nazaré. Este documento tem a finalidade de reunir as reflexões acumuladas ao longo dos anos. Mais que um documento, quer servir de pistas a serem usadas por suas coordenações e lideranças em vários níveis: nacional, regional, diocesano e, principalmente, nos encontros de formação e articulação da caminhada. Ele é um resultado de reflexões e discussões sobre a ação da Pastoral da Juventude e vem sendo construído há algum tempo. Neste caminho recebeu o apelido carinhoso de “O Corpo”, que originou da idéia de se juntar as diversas reflexões da PJ e dar um corpo a essas proposições. Esperamos que “O Corpo” sirva de instrumento e traga luzes para a ação evangelizadora neste Brasil que têm adolescentes e jovens sedentos/as e carentes da Palavra de Deus, de acolhida e atuação como sujeitos autônomos. fonte: http://www.casadajuventude.org.br/index.php?option=content&task=view&id=2383&Itemid=0

    segunda-feira, 27 de abril de 2009

    Significado do Anel de Tucum

    Muita gente (amigos, colegas e até familiares) me pergunta o que significa a "grossa argola" negra que carrego no anular da mão direita. Bom, imaginando que mão e dedo não interferem no significado do anel de tucum (esse é o nome da tal "argola"), costumo responder que se trata de minha opção pelas lutas populares, pelas classes subalternas. Trata-se, pois, de uma aliança popular, de um pacto de honra e determinação por fazer tudo que estiver ao meu alcance, como indivíduo e como ser social, para levar adiante a reivindicação de direitos e a esperança por um mundo realmente humano e fraterno. Na explicação que publico abaixo - encontrada sem autoria nas venturosas páginas da rede mundial de computadores e sensivelmente editada por mim - está a origem histórica e religiosa dos grandes pactos, das grandes alianças... E também alguns emblemas para refletir sobre a força e a importância do anel de tucum , que carrego no dedo e, principlamente, no coração, na ação cotidiana apaixonada... Muitas pessoas perguntam qual é o significado deste anel preto, utilizados pelos adeptos da Teologia da Libertação, e por integrantes das Pastorais da Juventude. Algumas pessoas, o utilizam apenas pelo visual, sem conhecer ou se importar com o seu real significado. Para nós, adeptos dos movimentos eclesiais de base, admiradores dos ideais da Teologia da Libertação, engajados em movimentos sociais e integrantes das Pastorais da Juventude, este anel significa o compromisso com as causas descritas no trecho abaixo por Dom Pedro Casaldáliga. "(...) Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas e as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte (...)". No filme chamado "O Anel de Tucum" você pode ouvir o próprio Pedro Casaldáliga falando sobre o anel. ver parte do filme: www.youtube.com/watch?v=0iJKVjWes7g -

    sábado, 25 de abril de 2009

    CNBB reunida em Assembléia divulga Declaração contra a Redução da maioridade penal

    Declaração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil contra a redução da maioridade penal “Todas as vezes que fizestes isso a um desses mais pequenos (...) foi a mim que o fizestes” (Mt 25,40) O Brasil enfrenta uma onda generalizada de violências sob os mais variados aspectos e pontos de vista. São violências que vão desde a negação ou privação dos direitos básicos à vida até àquelas que geram insegurança, apreensão, medo. Campanhas equivocadas criminalizam crianças, adolescentes e jovens como principais responsáveis dessas ações violentas, quando na verdade, frequentemente, os maiores culpados ficam totalmente impunes. Os atos violentos, os crimes, o narcotráfico, envolvendo-os, a cada dia, em sua perversa trama, tiram-lhes as possibilidades de plena realização e os afastam de sua cidadania. Neste contexto, o Senado volta a discutir a redução da maioridade penal com argumentos que poderiam ser usados também para idades menores ainda, como se esta fosse a solução para a diminuição da violência e da impunidade. A realidade revela que crianças, adolescentes e jovens são vítimas da violência. Muitas vezes são conduzidos aos caminhos da criminalidade por adultos inescrupulosos. A CNBB entende que a proposta de redução da maioridade penal não soluciona o problema. Importa ir a suas verdadeiras causas, que se encontram, sobretudo, na desagregação familiar, na falta de oportunidades, nas desigualdades sociais, na insuficiência de políticas públicas sociais, na perda dos valores éticos e religiosos, na banalização da vida e no recrutamento feito pelo narcotráfico. Reafirma a CNBB que a redução da maioridade penal violenta e penaliza ainda mais adolescentes, sobretudo os mais pobres, negros, moradores de periferias. Persistir nesse caminho seria ignorar o contexto da cláusula pétrea constitucional - Constituição Federal, art. 228­ - além de confrontar a Convenção dos Direitos da Criança e do Adolescente, as regras Mínimas de Beijing, as Diretrizes para Prevenção da Delinquência Juvenil, as Regras Mínimas para Proteção dos Menores Privados de Liberdade (Regras de Riad), o Pacto de San José da Costa Rica e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), instrumentos que demandam proteção especial para menores de 18 anos. Crianças, adolescentes e jovens precisam ser reconhecidos como sujeitos na sociedade e, portanto, merecedores de cuidado, respeito, acolhida e principalmente oportunidades. A Igreja no Brasil conclama os poderes públicos – Executivo, Legislativo e Judiciário – bem como a sociedade civil a debater o assunto. Urge a busca de soluções focadas nas políticas públicas que efetivem melhores condições de vida para todos, na implementação de medidas sócio-educativas previstas no ECA e no desenvolvimento de uma política nacional de combate ao narcotráfico, penalizando com maior rigor a manipulação e o aliciamento de crianças, adolescentes e jovens pelo crime organizado. A Igreja Católica, através de suas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e entidades sociais, desenvolve projetos sócio-educativos, profissionalizantes, de recuperação de dependentes químicos e de atendimento a adolescentes autores de ato infracional, obtendo resultados que indicam à sociedade caminhos a partir de ações educativas e não punitivas. A CNBB se une a todos os brasileiros que trabalham para que se cumpra a premissa básica da Constituição Federal, art. 227: “CRIANÇA E ADOLESCENTE PRIORIDADE ABSOLUTA” e reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal. Indaiatuba, São Paulo, 24 de abril de 2009

    sexta-feira, 24 de abril de 2009

    O símbolo da PJ

    O símbolo da Pastoral da Juventude surgiu de um concurso nacional realizado entre o final dos anos 80 e início dos anos 90. Foi Criado pelo então jovem Cristiano, do Regional Sul I, hoje já adulto e casado. O símbolo da PJ representa uma cruz estilizada, como se ela estivesse deitada no chão, servindo de estrada, um caminho, rumo à “Civilização do Amor”, tão citada em nossos documentos e proferida pelo saudoso Papa Paulo VI para os jovens de todo planeta. A cor vermelha do nosso símbolo é a cor da paixão. Paixão pelo novo, pelo protagonismo juvenil, pela utopia. E quando realmente estamos apaixonados, a gente respeita, a gente cuida, a gente ama. Enfim, amar nos leva a “Civilização do Amor”. Mas afinal, o que é essa “Civilização do Amor”? A “Civilização do Amor” nada mais é que a concretização do reino de Deus aqui na terra. Nós acreditamos que o Reino de Deus se iniciará aqui quando o homem novo e a mulher nova tomarem consciência que um outro mundo é possível. O círculo ao redor do PJ significa nossa opção pelo trabalho em grupo. Grupo em círculo, todos iguais na mesma caminhada. (Por Anderson Alexandre / PJ - Campinas-SP)

    quinta-feira, 23 de abril de 2009

    Maringá vai acolher o Encontro Nacional da Pastoral da Juventude em 2012

    A 10ª edição do Encontro Nacional da Pastoral da Juventude (ENPJ) será em 2012 e vai acontecer em Maringá. A escolha da cidade foi definida no último final de semana, em reunião da coordenação nacional da Pastoral da Juventude (PJ). A cidade, que superou Belo Horizonte na preferência, será a primeira da região sul do país a receber o evento. O ENPJ é um momento em que a Pastoral da Juventude reflete, discute, partilha e celebra sua vida e sua história. O encontro é realizado a cada três anos e reúne representantes dos jovens de todas as dioceses do Brasil. “Será um espaço onde juntos reafirmaremos a opção de evangelização da juventude tecendo linhas e orientações pastorais que guiarão nossos trabalhos”, explica o membro da coordenação nacional, Claudinei de Lima. Além da própria juventude, a escolha da cidade tem o apoio do arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, de padres, religiosos e, também, de entidades da cidade como o Maringá Convention & Visitors Bureau. A última edição do ENPJ aconteceu em janeiro deste ano, em Natal, RN, e foi marcada por momentos de espiritualidade, estudo e missão. Como resume o bispo responsável pelo Setor Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, o objetivo foi “reforçar a identidade da própria PJ e provocá-la para novos horizontes”.

    quarta-feira, 22 de abril de 2009

    VEM AÍ 2º C.A.F.

    2º CURSO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DA JUVENTUDE Aos Pejoteiros e Pejoteiras Paz e Bem! Estamos vivendo a expectativa para a realização do 2º CAF -Curso Arquidiocesano de Formação. A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre (EAPJ) promove o Curso Arquidiocesano da Pastoral da Juventude atendendo as exigências da IX Assembléia Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, realizado nos dias 17, 18 e 19 de julho de 2009. As lideranças estarão reunidas na Casa de Oração, situada no Bairro Furnas, localizado no município de Cambuí. O tema do Curso desse ano é: Juventude, o rosto dinâmico de Cristo, com o Lema: ”Juventude, rosto do mundo, teu dinamismo logo encanta quem te vê”. O evento tem como objetivo proporcionar a troca de experiências e o aprofundamento de temas específicos da formação humana e cristã, fazendo acontecer o protagonismo juvenil. Cada paróquia, onde a PJ está organizada na arquidiocese, poderá enviar 3 (três) jovens para o Curso. Para participar do encontro, é necessário confirmar participação até o dia 06 de Julho e levar preenchida a ficha de inscrição que segue anexa junta ao panfleto de divulgação ou pelo e-mail edpjpousoalegre@yahoogrupos.com.br. Confira a seguir os detalhes: Investimento: R$ 40 (pagar no dia 17 para o Robson ou Carlos) Data: 17, 18 e 19 de Julho Local: Casa de Oração de Cambuí. Endereço: Bairro Furnas – Cambuí Acolhida: sexta-feira, dia 17, às 20h30. Alimentação: as paróquias que vão ajuda com a alimentação. Lembrete: levar roupa de cama, bíblia, material para anotações, uma foto 3x4, Ofício Divino da Juventude e se possível, colchonetes. FORMA DE PAGAMENTO O pagamento para membros pode ser feito no dia 17 de Julho com os tesoureiros no valor de R$ 40,00 ou, depósito bancário, fazendo um depósito na seguinte conta da Caixa Econômica Federal (ou enviar DOC), sendo que, quem pagar antecipadamente o valor da taxa será de R$ 35,00: NOME: DANIEL AUGUSTO DOS SANTOS AGENCIA: 0147 CONTA: 001132310 CÓDIGO DA OPERAÇÃO: 013 Além de fazer o depósito ou transferência, envie, por favor, imediatamente um e-mail com os dados da operação (data do pagamento, valor em reais, banco de onde foi enviado o pagamento) e com toda informação sobre o que pagou (qual talão, quem pagou etc.) para ajudar o rápido registro de seu pagamento, enviando essas informações para o endereço eletrônico do Tesoureiro: carloshenrique@univas.edu.br Depois de fazer o depósito ou enviar o DOC, pedimos o favor de enviar-nos, se possível uma fotocópia de seu recibo bancário, pelo correio, para que seja possível identificar quem fez o depósito ou DOC, e até mesmo levar no dia 17 de Julho de 2009 e entregar para os tesoureiros da EAPJ para darmos baixa nos débitos: CARLOS HENRIQUE DE PAULA Rua Cesário Alvim, 607 - Centro CEP 37557-000 – Congonhal – MG

    segunda-feira, 20 de abril de 2009

    Grupo JUC - Pouso Alegre celebra Semana da Cidadania

    Foi realizado o encontro da semana da cidadania nos dias 14, 16 e 18 do mês de abril de dois mil e nove, na sala de catequese, da Igreja da comunidade Santa Rita de Cássia, no bairro Belo Horizonte, na cidade de Pouso Alegre, estando presentes a coordenadora senhora Narayamma Oliveira Botazini; e os seguintes membros senhora Maryane Mendes Martins; senhora Gabriela Almeida Rodrigues; senhora Emily De Fátima Ferreira; senhora Paloma Cristina Pereira; senhora Thulya Gloria Azevedo; senhor Clayton Rogério Pereira; senhor Marco Antonio De Souza Pereira; senhora Edmara Barra Dos Santos; senhor Diego Firmino Da Silva; senhor Andersom Braga De Godói; e o coordenador do grupo Jovens Unidos Com Cristo senhor Welington Expedito Aparecido Pereira; e a palestrante senhora Norair Donizetti Oliveira Botazini. Foram preparadas diversas Palestras durante os tres dias despertando aos jovens presentes o sentido de Ser cidadão, respeitando e participando das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam.

    Coordenação da PJ da Arquidiocese de Pouso Alegre se reúne.

    A Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, esteve reunida neste domingo, 19 de Abril, no Salão Paroquial do município de Itapeva-MG, com o apoio do padre Chiquinho. Na oportunidade, aconteceu a avaliação trimestral da Equipe, a jovevem Angélica apresentou o relatório da Reunião do Regional Leste 2, os jovens Hedinho e Daniel falaram da importancia da participação da Pastoral da Juventude na Semana da Juventude e Cidadania de Pouso Alegre, o jovem Marquinho falou da Articulação da Equipe Setorial do Setor Mogi. Além de tudo isso, foi preparada a Infraestrutura do II CAF (Curso Arquidiocesano de Formação Mais um passo nós damos! Seguimos em frente!

    sexta-feira, 17 de abril de 2009

    Saudades...

    Lamentavelmente, Jéssica já não está entre nós. Vai ser difícil acostumarmos nos com tal ausência, pois alguém tão querida jamais poderia ter nos deixado de maneira tão precoce e abrupta. O nosso único consolo é a certeza de que Deus lhe reservou uma eternidade de paz e conforto. Jéssica será motivo da nossa maior saudade, e a lacuna aberta em nossos corações deve nos guiar no caminho da reflexão, no sentido de buscarmos sempre as melhores atitudes para com o próximo, sempre pensando no significado de cada um dos nossos atos, no reflexo que nossas atitudes e palavras podem ter sobre a vida de terceiros. Essa perda inestimável deve nos fazer lembrar do quanto somos frágeis, do quão efêmera é a existência humana e do que devemos fazer para que esta nossa breve passagem sobre a terra seja marcada apenas por gestos nobres, belos e generosos. Nós perdemos uma grande e boa amiga, alegre e doce que vai permanecer para sempre em nossas memórias. A humanidade perdeu uma das suas filhas mais especiais, pois seu coração era muito grande pra ela. Viemos por meio desta apresentar as nossas sinceras condolências à seus amigos mais íntimos e familiares; devemos sempre nos lembrar que agora essa pequena grande menina, está soltando sua linda voz nos braços de nosso Pai Criador. Carinhosamente, Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude de Pouso Alegre.

    quinta-feira, 16 de abril de 2009

    1ª Semana da Juventude e Cidadania - Pouso Alegre

    A Coordenadoria de Políticas da Juventude - Prefeitura Municipal de Pouso Alegre, juntamente com diversas entidades da região e a Pastoral da Juventude realiza, de 02 a 09 de Maio, a “Semana da Cidadania”. Com o tema “Seja Protagonista da sua história, agora você pode”, o evento apresenta palestras com representantes da Juventude, da Igreja Católica entre outras, além de apresentações culturais.

    segunda-feira, 13 de abril de 2009

    REGIONAL LESTE 2 ESCOLHE SEU NOVO REPRESENTANTE NA COORDENAÇÃO NACIONAL

    Na última reunião do Regional Leste 2 (13-15 de março),nosa Arquidiocese foi representada pela jovem Angélica, onde escolheram como nosso representante na Coordenação Nacional, o jovem Marcelo Lírio, da Diocese de São Mateus - ES. Ele passa a compor essa coordenação e terá um mandato de três anos (2009-2012). Uma das primeiras responsabilidades dele é defender a vinda do 10º Encontro Nacional da PJ para Belo Horizonte em 2012. Cuidemos desse jovem e sempre lembremos dele em nossas orações! Algumas informações: Nome: Marcelo Lírio da Silva Idade: 25 anos Contatos: (27) 9983-7224 e e-mail: marcelo-lirio@hotmail.com Natural de: Montanha (norte do Espírito Santo) Diocese: São Mateus Profissão: Professor fonte: http://www.pjleste2.blogspot.com/

    quarta-feira, 8 de abril de 2009

    Mensagem do papa Bento XVI para a 24ª Jornada Mundial da Juventude

    (5 DE ABRIL DE 2009) “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10) Queridos amigos! Celebraremos no próximo Domingo de Ramos, a nível diocesano, a xxiv Jornada Mundial da Juventude. Enquanto nos preparamos para esta celebração anual, penso de novo com profunda gratidão ao Senhor no encontro que se realizou em Sidney, em Julho do ano passado: encontro inesquecível, durante o qual o Espírito Santo renovou a vida de numerosíssimos jovens que se reuniram de todo o mundo. A alegria da festa e o entusiasmo espiritual, experimentados durante aqueles dias, foram um sinal eloquente da presença do Espírito de Cristo. E agora estamos encaminhados para o encontro internacional em programa para Madrid em 2011, que terá como tema as palavras do Apóstolo Paulo: “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7). Em vista deste encontro mundial dos jovens, queremos realizar juntos um percurso formativo, reflectindo em 2009 sobre a afirmação de São Paulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1 Tm 4, 10), e em 2010 sobre a pergunta do jovem rico a Jesus: “Bom Mestre, que devo fazer para alcançar a vida eterna?” (Mc 10, 17). A juventude tempo da esperança Em Sidney, a nossa atenção concentrou-se sobre o que o Espírito Santo diz hoje aos crentes, e em particular a vós, queridos jovens. Durante a Santa Missa conclusiva, exortei-vos a deixar-vos plasmar por Ele para serdes mensageiros do amor divino, capazes de construir um futuro de esperança para toda a humanidade. A questão da esperança está, na realidade, no centro da nossa vida de seres humanos e da nossa missão de cristãos, sobretudo na época contemporânea. Todos sentimos a necessidade da esperança, não de uma esperança qualquer, mas sim de uma ersperança firme e de confiança, como eu quis ressaltar na Encíclica Spe salvi. Em particular, a juventude é tempo de esperanças, porque olha para o futuro com várias expectativas. Quando se é jovem alimentam-se ideais, sonhos e projectos; a juventude é o tempo no qual amadurecem opções decisivas para o resto da vida. E talvez também por isto é a estação da existência na qual emergem com vigor as perguntas fundamentais: por que estou na terra? Qual é o sentido do viver? Que será da minha vida? E ainda: como alcançar a felicidade? Por que o sofrimento, a doença e a morte? O que existe depois da morte? Perguntas que se tornam insuportáveis quando nos devemos confrontar com obstáculos que por vezes parecem insuperáveis: dificuldades nos estudos, falta de trabalho, incompreensões na família, crises nas relações de amizade ou na construção de um entendimento conjugal, doenças ou deficiências, carência de recursos adequados como consequência da actual difundida crise económica e social. Então perguntamos: de onde haurir e como manter viva no coração a chama da esperança? Na raiz da “grande esperança” A experiência demonstra que as qualidades pessoais e os bens materiais não são suficientes para garantir a esperança da qual o coração humano está em busca constante. Como escrevi na citada Encíclica Spe salvi, a política, a ciência, a técnica, a economia e qualquer outro recurso material sozinhos não são suficientes para oferecer a grande esperança que todos desejamos. Esta esperança “só pode ser Deus, que abraça o universo e nos pode propor e dar aquilo que, sozinhos, não podemos conseguir” (n. 31). Eis por que uma das consequências principais do esquecimento de Deus é a evidente desorientação que marca as nossas sociedades, com consequências de solidão e violência, de insatisfação e perda de confiança que não raro terminam no desespero. É clara e forte a chamada que nos vem da Palavra de Deus: “Maldito o homem que confia noutro, que da carne faz o seu apoio e cujo coração vive distante do Senhor. Assemelha-se ao cardo do deserto, que, mesmo que lhe venha algum bem, não o sente” (Jr 17, 5-6). A crise de esperança atinge mais facilmente as novas gerações que, em contextos socioculturais privados de certezas, de valores e de sólidos pontos de referência, encontram-se a enfrentar dificuldades que são maiores do que as suas forças. Penso, queridos amigos, em tantos coetâneos vossos, feridos pela vida, condicionados por uma imaturidade pessoal que muitas vezes é consequência de um vazio familiar, de opções educativas permissivas e libertárias e de experiências negativas e traumáticas. Para alguns e infelizmente não são poucos a saída quase obrigatória é uma fuga alienante com comportamentos de risco e violentos, na dependência de drogas e álcool, e em muitas outras formas de mal-estar juvenil. Contudo, também em quem se vem a encontrar em condições difíceis por ter seguido conselhos de “maus mestres”, não se apaga o desejo de amor verdadeiro e de autêntica felicidade. Mas como anunciar a esperança a estes jovens? Nós sabemos que só em Deus o ser humano encontra a sua verdadeira realização. O compromisso primário que interpela todos é portanto o de uma nova evangelização, que ajude as novas gerações a redescobrir o rosto autêntico de Deus, que é Amor. A vós, queridos jovens, que estais em busca de uma esperança firme, dirijo as mesmas palavras que São Paulo dirigia aos cristãos perseguidos na Roma de então: “Que o Deus da esperança vos encha plenamente de alegria e de paz na vossa crença, para que abundeis na esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm 15, 13). Durante este ano jubilar dedicado ao Apóstolo das Nações, por ocasião do bimilénio do seu nascimento, aprendamos dele a tornar-nos testemunhas credíveis da esperança cristã. São Paulo testemunha da esperança Encontrando-se imerso em dificuldades e provações de vários tipos, Paulo escrevia ao seu fiel discípulo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). Como tinha nascido nele esta esperança? Para responder a esta pergunta devemos partir do seu encontro com Jesus ressuscitado no caminho de Damasco. Nessa época Saulo era um jovem como vós, com cerca de vinte ou vinte e cinco anos, seguidor da Lei de Moisés e decidido a combater com todos os meios quantos ele considerava inimigos de Deus (cf. Act 9, 1). Quando estava a caminho de Damasco para prender os seguidores de Cristo, foi envolvido por uma luz misteriosa e ouviu chamar pelo nome: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Caindo por terra, perguntou: “Quem és Tu, Senhor?”. E aquela voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues!” (cf. Act 9, 3-5). Depois daquele encontro, a vida de Paulo mudou radicalmente: recebeu o Baptismo e tornou-se apóstolo do Evangelho. No caminho de Damasco, ele foi interiormente transformado pelo Amor divino que encontrou na pessoa de Jesus Cristo. Um dia escreverá: “A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2, 20). De perseguidor, tornou-se portanto testemunha e missionário: fundou comunidades cristãs na Ásia Menor e na Grécia, percorrendo milhares de quilómetros e enfrentando toda a espécie de peripécias, até ao martírio em Roma. Tudo por amor a Cristo. A grande esperança está em Cristo Para Paulo a esperança não é só um ideal ou um sentimento, mas uma pessoa viva: Jesus Cristo, Filho de Deus. Persuadido intimamente desta certeza, poderá escrever a Timóteo: “Pusemos a nossa esperança em Deus vivo” (1Tm 4, 10). O “Deus vivo” é Cristo ressuscitado e presente no mundo. É Ele a verdadeira esperança: Cristo que vive connosco e em nós e que nos chama a participar na sua própria vida eterna. Se não estamos sozinhos, se Ele está connosco, aliás, se é Ele o nosso presente e o nosso futuro, por que temer? A esperança do cristão é portanto desejar “o Reino dos céus e a vida eterna como nossa felicidade, pondo toda a confiança nas promessas de Cristo e apoiando-nos, não nas nossas forças, mas no socorro da graça do Espírito Santo” (Catecismo da Igreja Católica, 1817). O caminho rumo à grande esperança Assim como um dia encontrou o jovem Paulo, Jesus deseja encontrar também cada um de vós, queridos jovens. Sim, antes de ser um nosso desejo, este encontro é um desejo profundo de Cristo. Mas alguns de vós poderiam perguntar: como posso eu, hoje, encontrá-l’O? Ou também, de que modo Ele se aproxima de mim? A Igreja ensina que o desejo de encontrar o Senhor já é fruto da sua graça? Quando na oração expressamos a nossa fé, também na obscuridade já O encontramos porque Ele se oferece a nós. A oração perseverante abre o coração para O acolher, como explica Santo Agostinho: “O Senhor nosso Deus quer que nas orações se exercite o nosso desejo, de modo que nos tornemos capazes de receber o que Ele pretende dar-nos” (Cartas 130, 8, 17). A oração é dom do Espírito, que nos torna homens e mulheres de esperança, e rezar mantém o mundo aberto a Deus (cf. Enc. Spe salvi, 34). Dai espaço à oração na vossa vida! Rezar sozinho é bom, mas ainda melhor e mais proveitoso é rezar juntos, porque o Senhor garantiu que está presente onde estiverem dois ou três reunidos no seu nome (cf. Mt 18, 20). Existem muitas formas de se familiarizar com Ele; existem experiências, grupos e movimentos, encontros e itinerários para aprender assim a rezar e a crescer na experiência da fé. Participai na liturgia nas vossas paróquias e alimentai-vos abundantemente da Palavra de Deus e da participação activa nos Sacramentos. Como sabeis, ápice e centro da existência e da missão de cada crente e comunidade cristã é a Eucaristia, sacramento de salvação na qual Cristo se faz presente e doa como alimento espiritual o seu próprio Corpo e Sangue para a vida eterna. Mistério deveras inefável! Em volta da Eucaristia nasce e cresce a Igreja, a grande família dos cristãos, na qual se entra com o Baptismo e nos renovamos constantemente graças ao sacramento da Reconciliação. Depois, os baptizados, mediante a Crisma, são confirmados pelo Espírito Santo para viver como autênticos amigos e testemunhas de Cristo, enquanto os Sacramentos da Ordem e do Matrimónio os tornam preparados para realizar as suas tarefas apostólicas na Igreja e no mundo. A Unção dos enfermos, por fim, faz-nos experimentar o conforto divino na doença e no sofrimento. Agir em sintonia com a esperança cristã Queridos jovens, se vos alimentardes de Cristo e viverdes imersos n’Ele como o apóstolo Paulo, não podereis deixar de falar d’Ele, de O fazer conhecer e amar por tantos vossos amigos e coetâneos. Tendo-vos tornado seus fiéis discípulos, sereis assim capazes de contribuir para formar comunidades cristãs impregnadas de amor como aquelas das quais fala o livro dos Actos dos Apóstolos. A Igreja conta convosco para esta empenhativa missão: não vos desencoragem as dificuldades e as provas que encontrardes. Sede pacientes e perseverantes, vencendo a natural tendência dos jovens para a pressa, para querer tudo e já. Queridos amigos, como Paulo, testemunhai o Ressuscitado! Fazei-O conhecer a quantos, vossos coetâneos ou adultos, estão em busca da “grande esperança” que dê sentido à sua existência. Se Jesus se tornou a vossa esperança, dizei-o também aos outros com a vossa alegria e com o vosso compromisso espiritual, apostólico e social. Habitados por Cristo, depois de ter posto n’Ele a vossa fé e de lhe ter dado toda a vossa confiança, difundi esta esperança ao vosso redor. Fazei escolhas que manifestem a vossa fé; mostrai que compreendestes as insídias da idolatria do dinheiro, dos bens materiais, da carreira e do sucesso, e não vos deixeis atrair por estas quimeras falsas. Não cedais à lógica do interesse egoísta, mas cultivai o amor ao próximo e esforçai-vos por colocar a vós mesmos e as vossas capacidades humanas e profissionais ao serviço do bem comum e da verdade, sempre prontos a responder “a quem vos perguntar a razão da vossa esperança!” (1 Pd 3, 15). O cristão autêntico nunca está triste, mesmo quando tem que enfrentar provas de vários tipos, porque a presença de Jesus é o segredo da sua alegria e da sua paz. Maria Mãe da Esperança Modelo deste itinerário de vida apostólica seja para vós São Paulo, que alimentou a sua vida de fé e esperança constantes seguindo o exemplo de Abraão, do qual escreve na Carta aos Romanos: “Ele mesmo, contra o que podia esperar, acreditou que havia de ser pai de muitas nações” (Rm 4, 18). Por estas mesmas pegadas do povo da esperança formado pelos profetas e pelos santos de todos os tempos nós prosseguimos rumo à realização do Reino, e no nosso caminho acompanhe-nos a Virgem Maria, Mãe da Esperança. Aquela que encarnou a esperança de Israel, que doou ao mundo o Salvador e permaneceu, firme na esperança, aos pés da Cruz, é para nós modelo e amparo. Sobretudo, Maria intercede por nós e guia-nos na escuridão das nossas dificuldades para o alvorecer radioso do encontro com o Ressuscitado. Gostaria de concluir esta mensagem, queridos jovens amigos, fazendo minha uma bela e conhecida exortação de São Bernardo inspirada no título de Maria Stella maris, Estrela do mar: “Tu que na instabilidade contínua da vida presente, te vês mais a flutuar entre as tempestades do que a caminhar na terra, mantém fixo o olhar no esplendor desta estrela, se não quiseres ser aniquilado pelos furacões. Se insurgem os ventos das tentações e te encalhas entre as rochas das tribulações, olha para a estrela, invoca Maria… Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria… Seguindo os seus exemplos não te perderás; invocando-a não perderás a esperança; pensando nela não cairás no erro. Amparado nela não escorregarás; sob a sua protecção nada recearás; com a sua guia não te cansarás; com a sua protecção alcançarás a meta” (Homilias em louvor da Virgem Mãe, 2, 17). Maria, Estrela do mar, sê tu a guiar os jovens do mundo inteiro ao encontro com o teu Filho divino Jesus, e sê ainda tu a celeste guarda da sua fidelidade ao Evangelho e da sua esperança. Ao garantir a minha recordação quotidiana na oração por todos vós, queridos jovens, abençoo de coração a vós e às pessoas que vos são queridas. Vaticano, 22 de Fevereiro de 2009. BENEDICTUS PP. XVI

    quinta-feira, 2 de abril de 2009

    VEM AÍ O 12º INTERECLESIAL DAS CEBS

    O tema do 12o. Intereclesial: “CEBs, Ecologia e Missão” e o lema: “Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia” convidam-nos a adentrar nas linhas e travessões da floresta amazônica, nos emaranhados dos igarapés e na imensidão dos rios para ouvir com o coração o que Deus tem falado “muitas vezes e de muitos modos” (Hb1,1) as nossas comunidades que receberam “do Criador e do Cristo, “primogênito de toda criatura”, a missão de ser, junto com toda a humanidade, “Irmã da Criação”. Por isso, a Igreja considera como parte da sua opção fundamental a salvaguarda de toda a criação, chama todos os homens e mulheres a cuidarem do Planeta como sua casa comum. (Doc.Ass.Reg.N1eN2,1997, n.37) Em 2009, o 12º. Intereclesial das CEBs vai marcar profundamente a comunhão eclesial da Arquidiocese de Porto Velho. A preparação dos últimos três anos, o DOZINHO: I Encontro Arquidiocesano das CEBs reunindo a maior representatividade de nossa arquidiocese, a Romaria da Bíblia, são motivos para animar a nossa caminhada neste chão de Rondônia; colocam-nos em estado permanente de Missão, no espírito do documento de Aparecida. “Aprendemos dia após dia que cada acontecimento eclesial possui o caráter de sinal, pelo qual Deus Se comunica a Si mesmo e nos interpela” (Sacramentum Caritatis 92). Estamos unidos aos povos de diferentes culturas, “aos povos da floresta em sua contemplação do Deus da Vida que manifesta o seu amor maternal na terra, no céu estrelado, no mistério das matas e dos rios” (n.35). Vamos alargar a tenda porque aqui Deus está acampado no meio de nós. As CEBs vivem sua missão nessa região, onde a aliança do Criador com o universo aparece tão fortemente, seja na tradição bíblica, seja nas culturas indígenas. “Eis o que diz o Senhor: Quero fazer uma aliança com os animais da floresta e as aves do céu, com os répteis do chão e tudo o que vive na terra. Vou eliminar o arco e as armas de guerra para que todas as criaturas descansem em seguran­ça. Então, vou me casar contigo na justiça e na misericórdia, na fidelidade e na compaixão. Eu escutarei os céus e eles escutarão a terra, e a terra escutará as plantações” (Os 2, 18-19. 21). Do Bioma Amazônico, a terra ferida, as constantes ameaças à vida, gritos de dor “eu ouvi o clamor do meu povo” (Ex 3,7) e impulsos para um novo parto; são os desafios resultantes do caminho destruidor das florestas, rios e biodiversidade; da grilagem de terras, dos plantadores de soja, do desmatamento e destruição da vida da floresta, das madeireiras, plano de exploração de bauxita e outros minérios, narcotráfico, hidrelétricas, inércia dos governos federal, estadual e municipais, corrupção política, crime organizado. Enquanto, de um lado, o maior desafio dos povos da Amazônia é a construção de uma proposta de desenvolvimento que evite a destruição da floresta e a poluição das águas, que não ameace a sua incrível biodiversidade; de outro lado, os povos da floresta amazônica estão construindo formas de convivência com a Amazônia e estão dando sinais de que desejam que os caminhos de desenvolvimento sejam redefinidos a partir de seus conhecimentos e de suas estratégias, e contem com sua participação efetiva. Devemos favorecer uma autêntica mudança de mentalidade no modo como lemos a história e o mundo através da forma eucarística da existência. Somos impelidos “a considerar a terra como criação de Deus, que produz quanto precisamos para o nosso sustento. As condições ecológicas em que a criação subjaz em muitas partes do mundo suscitam justas preocupações, que encontram motivo de conforto na perspectiva da esperança cristã, pois esta compromete-nos a trabalhar responsavelmente na defesa da criação”. (Sacramentum Caritatis 92). O documento de Aparecida ilumina-nos diante das contradições que derrubam os modelos antigos de missão em que nos apoiamos e nos obrigam a reinventar o novo modo de buscar respostas para a fome de vida e de justiça; ajuda-nos a criar uma “consciência sobre a importância da Amazônia para toda a humanidade e a estabelecer entre as Igrejas locais de diversos países sul-americanos, que estão na bacia amazônica, uma pastoral de conjunto com prioridades, para criar um modelo de desenvolvimento que privilegie os pobres e sirva o bem comum.” (DA 415) Texto: Dom Moacyr Grechi Fonte: CNBB