quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Nota de repúdio contra a redução da maioridade penal
19:55
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Nota de repúdio contra a redução da maioridade penal
Diante da tramitação da Proposta de Emenda a Constituição PEC 33 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal,
que visa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a Pastoral
da Juventude (PJ) vem a público expressar seu repúdio à esta medida que
atinge diretamente a vida de nós, jovens e adolescentes brasileiros.
A
criminalidade e a violência, da qual estão inseridos/as adolescentes e
jovens, são frutos de um modelo neoliberal de produção e consumo que
opera na manutenção das injustiças socioeconômicas, e devem urgentemente
ser transformadas, especialmente a partir da construção de políticas
que garantam direitos básicos à juventude e adolescentes, como o direito
à educação e saúde de qualidade, moradia digna e trabalhos decente.
Além disso, o Estado brasileiro não tem efetivado a aplicação mais
ajustada das medidas socioeducativas que estão previstas no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e poucas são as iniciativas de execução de políticas públicas para a juventude, que são essenciais para uma vida digna e segura.
Trancar
jovens com 16 anos em um sistema penitenciário falido que não tem
cumprido com a sua função social e tem demonstrado ser uma escola do
crime, não assegura a reinserção e reeducação dessas pessoas, muito
menos a diminuição da violência. A proposta de redução da maioridade
penal é considerada inconstitucional e violação de cláusula pétrea, além
de fortalecer a política criminal e afrontar a proteção integral.
Ser favorável a esta medida é também ferir o nosso desejo e horizonte de vida em plenitude para toda a juventude. Por
isso conclamamos a sociedade a compreender que é tarefa de todos/as
trabalharmos pela cultura de paz, priorizando o cuidado, a escuta e o
compromisso com a vida da juventude, adolescentes e crianças para um
Brasil pleno de paz, justiça e dignidade.
Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”
Coordenação e Comissão Nacional de Assessores da Pastoral da juventude
Autor/Fonte: Equipe do Projeto Nacional “A Juventude Quer Viver!”
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Ampliada Nacional da PJ
12:37
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O tema da Assembleia Ampliada Nacional da Pastoral da Juventude
2014 será “Somos Igreja jovem: 40 anos construindo a civilização do
amor”. Trata-se de uma referência ao aniversário da Pastoral da
Juventude. O lema é inspirado no Livro de Atos: “Não podemos deixar de
falar das coisas que vimos e ouvimos” (Atos 4,10).
De acordo com o padre Sebastião, o evento ocorre a cada dois anos.
Nele, serão decididos os caminhos e prioridades da Pastoral da
Juventude. “Também é oportunidade para avaliar projetos”, explicou o
sacerdote. A Assembleia será de 19 a 26 de janeiro de 2014.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
V CAF Chegando!
12:24
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“Na bruna leve das paixões que vem de dentro,
Tu vens chegando pra brincar no meu quintal...”
Amada juventude da arquidiocese de Pouso Alegre
Com alegria e entusiasmo a
EAPJ – Equipe Arquidiocesana da Pastoral da Juventude, juntamente com seus
Seminaristas e seu Padre Assessor, preparam mais uma edição do CAF – Curso
Arquidiocesano de Formação.
O CAF, organizado pela
Pastoral da Juventude, mas não restrito a ela, vem se revelando instrumento
importante na formação da Juventude de nossa Arquidiocese, fazendo-a
protagonista em suas comunidades e paróquias, bases de nossa Arquidiocese.
Esta 5ª edição do CAF
acontecerá na cidade de Santa Rita do
Sapucaí, na Casa da Paz, nos dias 25, 26 e 27 de janeiro de 2013. Contará
com a Assessoria do Seminarista de nossa Arquidiocese Edpo Campos, que
trabalhará com os jovens na área temática:
Juventude e Missão; com o lema: Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8); e todo o curso será iluminado pela passagem de Is 6,1-9.
O CAF, ainda, objetiva a
preparação da juventude para torná-la protagonista no cenário juvenil que
teremos em 2013 e, consequentemente, trabalhar para que a Campanha da
Fraternidade, Bote Fé, Semana Missionária e Jornada Mundial da Juventude, sejam
apenas um início motivador para a evangelização e articulação da juventude em
nossas comunidades e paróquias.
Para participar o jovem
deverá encaminhar os dados da ficha de inscrição para o email danipj@ibest.com.br ou ainda para welington2000@gmail.com até o dia 17 de janeiro de 2013 (ou até
que se completem as vagas, pois são limitadas). O pagamento da inscrição poderá
ser feito por depósito até o dia 31 de dezembro por R$ 55,00 e após esta data,
R$ 60,00. As informações quanto ao depósito poderão ser solicitadas nos emails acima. O comprovante de depósito
deve ser apresentado à secretaria no dia do curso, ou ser encaminhado ao email danipj@ibest.com.br.
Dados a serem informados:
SOLICITAÇÃO DE INSCRIÇÃO
(enviar dados para danipj@ibest.com.br )
Nome:
_______________________________________Nascimento: ____________________
Rua:
_______________________________________________________
Nº: ______________
Bairro: _______________________________________
Caixa Postal nº: ________________
CEP: _____________ Cidade:
_____________________ UF: __________
Paróquia: ___________________________ Telefone: ________________
E-mail: ______________________________________________________
______________________ _____________________
Assinatura do(a) jovem Assinatura
do Pároco
O QUE VOCÊ TÁ ESPERANDO PARA FAZER SUA INSCRIÇÃO! CONVERSE COM SEU GRUPO E SEU PÁROCO!
NOS ENCONTRAMOS LÁ!
domingo, 7 de outubro de 2012
8 Perguntas sobre o DNJ 2012
15:40
1 comment
1. O
que é DNJ?
O
DNJ - Dia Nacional da Juventude é celebrado na Igreja do Brasil há 27 anos,
sempre o último domingo do mês de outubro em todas as Dioceses do País, é um
momento propício para Juventude se reunir para celebrar o seu dia, sua vida,
suas conquistas. Trata-se de um dia festivo, de encontro, mas também um momento
para se refletir sobre um tema pertinente a realidade juvenil em nossa
sociedade. O DNJ originalmente foi uma atividade iniciada pela PJ (Pastoral da
Juventude), porém, não restrito a ela. Hoje em dia com o advento dos movimentos
juvenis, todos são chamados a celebrar esse dia festivo. Outrossim porque hoje
a CNBB nos pede que haja nas Dioceses o Setor Juventude, que compreende todas
as expressões Juvenis (PJ, TLC, RCC, JOVISA, entre outros). Em nossa
Arquidiocese, quem está responsável pelo DNJ deste ano é a Subcomissão
Juventude.
2. Em
que data, horário e local será realizado o DNJ?
Esse
ano o DNJ acontecerá no domingo dia 28 de outubro, das 8h30min às 16h30min, na
quadra poliesportiva da Escola Profissional (Pavonianos) em Pouso Alegre, perto
da Rodoviária e ao lado do Colégio São José. Especialmente este ano o DNJ será
arquidiocesano e não setorial, pois quer-se reunir a Juventude Arquidiocesana
para celebrar o seu dia e ser também uma preparação para o “Bote Fé”, quando
estaremos recebendo a Cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora em março de 2013.
Ser também uma preparação para a JMJ Rio 2013.
3. Que
tema será abordado no DNJ 2012 e por quê?
O
tema proposto para celebração do DNJ desse ano é: “Juventude e Vida” e lema:
“Que vida vale a pena ser vivida?”. A escolha do tema e lema do DNJ leva sempre
em consideração o tema da Campanha da Fraternidade do ano vigente e quer ser um
aprofundador do mesmo na perspectiva para a juventude. Com a pergunta “que vida
vale a pena ser vivida?”, poderemos refletir sobre a realização da vida plena,
através de nossos projetos de vida pessoais e dos projetos de sociedade.
4. O
que se pretende e espera para o bom êxito deste DNJ?
A
Subcomissão Juventude pretende fazer do DNJ 2012 um momento de encontro
celebrativo da Juventude Arquidiocesana, bem como preparar nossa Juventude para
o Bote Fé e também para a celebração da JMJ. Espera-se também o empenho de
nossas juventudes protagonistas envolvidas e também apoio de nossos Padres aos
Jovens, lembrando que a opção pela Juventude é uma das prioridades assumidas na
última Assembleia Arquidiocesana e o DNJ configura-se como um instrumental
privilegiado de Evangelização da Juventude como recorda o Doc. 85 da CNBB.
5. Quais
exigências serão propostas aos jovens que desejarem participar do DNJ?
Não
diria exigência, mas pedimos aos Jovens que forem participar do DNJ que levem
suas esperanças, alegrias, dificuldades, anseios, sonhos, entusiasmo, medos,
conquistas para fazermos desse dia uma autêntica celebração da Juventude
Arquidiocesana. Enfim, que o Jovem venha motivado para participar daquilo que
será proposto no DNJ. Além disso, é interessante que grupos articulados nas
bases levem seus símbolos, bandeiras, faixas...
6. Haverá
limites quanto ao número de jovens por paróquias para participarem do DNJ?
Não
há limite de participantes.
7. Que
mensagem deixar aos pais e jovens das nossas paróquias e setor em relação ao
DNJ 2012?
R.
Acreditem, apoiem, incentivem, motivem nossa Juventude. Como diria nosso
Saudoso Beato Papa João Paulo II: “Jovem evangeliza jovem”. O que falta muito
hoje em dia é acreditarmos nos Jovem e dar-lhes uma especial atenção. Que o DNJ
2012 se configure como uma forma de carinho e atenção especial da Igreja
particular de Pouso Alegre aos jovens de nossas paróquias.
8. Quais
os principais detalhes que preciso saber?
Tema:
“Juventude e Vida”
Lema:
“Que vida vale a pena ser vivida”
Data:
28 de outubro de 2012
Local:
Escola Profissional Delfim Moreira
Endereço:
Rua Mons. José Paulino, 371, centro, Pouso Alegre/MG (ao lado do colégio São
José)
Horário:
08h30min às 16h30min (encerramento com a Santa Missa)
Haverá lanchonete
no local, mas não terá almoço.
Se ainda tiver alguma dúvida, envie ela para welington2000@gmail.com
Carta convite do DNJ aos Párocos e Administradores Paroquiais
14:55
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COORDENAÇÃO
ARQUIDIOCESANA DE PASTORAL
ARQUIDIOCESE DE
POUSO ALEGRE
Trav. Dr. Sylvio Fausto, 33 – Pouso Alegre
– MG / Telefax. (35) 3421- 1248
Cel.: (35) 9807-4610 – E-mail: secretaria.pastoral.pa@hotmail.com
Pouso
Alegre, 04 de outubro de 2012 - dia de São Francisco de Assis.
Dia Nacional da
Juventude (DNJ)
“Eu vim para que todos tenham vida e
a tenham em abundancia” (Jo 10,10)
Reverendíssimos
Senhores Padres,
Como sabemos, na
última Assembleia Arquidiocesana de Pastoral ficou definido que uma das
prioridades do Plano da Ação Evangelizadora de nossa Arquidiocese para os
próximos quatro anos é “Família e Juventude”. Desta prioridade nasceu a
Subcomissão Juventude, formada atualmente por membros representantes dos
diversos movimentos e pastorais juvenis de nossa Arquidiocese.
Queremos muito ajudar
os nossos jovens a encontrar o caminho de Cristo Jesus e Nele descobrirem o
sentido para a vida. Para tanto, precisamos e contamos com a força e incentivo
de toda a Igreja particular de Pouso Alegre. De modo especial, precisamos da
ajuda dos senhores padres. Pedimos insistentemente que nos ajudem! Como?
No DIA 28 DE OUTUBRO DESTE ANO, os jovens
católicos de nosso Brasil celebrarão o “DIA
NACIONAL DA JUVENTUDE”. A Subcomissão Juventude está organizando uma
concentração de jovens para celebrar este evento. Precisamos que os senhores
padres mobilizem e incentivem os jovens paroquianos para participar. Se na sua
paróquia tem grupo de jovem organizado, leve o convite a eles; se não tem,
incentive a catequese e outros jovens. É muito importante que a sua paróquia
seja representada no DNJ.
O dia será marcado
pela alegria, pela Palavra de Deus, pela oração, pelo teatro, pela dança e,
sobretudo, pela presença de nossos jovens – o futuro da Igreja.
No
encontro também trataremos de assuntos do interesse de todos como a Jornada
Mundial da Juventude 2013 e do Bote Fé.
OBS. O convite é para
TODOS os grupos ou movimentos juvenis de nossa Arquidiocese.
INFORMAÇÕES
IMPORTANTES:
Tema: “Juventude e Vida”
Lema: “Que vida vale a pena ser vivida”
Data: 28 de outubro de 2012
Local: Escola Profissional Delfim Moreira
Endereço: Rua Mons. José Paulino, 371, centro, Pouso
Alegre/MG (ao lado do colégio São José)
Horário: 08h30min às 16h30min (encerramento com a Santa
Missa)
ü
Haverá
lanchonete no local, mas não terá almoço.
ü
Pedimos
a colaboração para cada jovem de R$ 3,00. Se possível, o coordenador ou
responsável pelo grupo recolha este valor antecipadamente de todo o grupo.
Na paz do Senhor,
Pe. Elcio José de
Toledo - sj
Pe. Douglas Aparecido
Marques
Pela Subcomissão Juventude
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Grito dos Excluídos
12:44
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O que é
O Grito dos Excluídos é uma manifestação popular carregada de
simbolismo, é um espaço de animação e profecia, sempre aberto e plural
de pessoas, grupos, entidades, igrejas e movimentos sociais
comprometidos com as causas dos excluídos.
O Grito dos Excluídos, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:
- Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
- Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;
- Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.
O Grito se define como um conjunto de manifestações realizadas no Dia
da Pátria, 7 de setembro, tentando chamar à atenção da sociedade para
as condições de crescente exclusão social na sociedade brasileira. Não é
um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e
popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e
entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos
esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.
As atividades são as mais variadas: atos públicos, romarias,
celebrações especiais, seminários e cursos de reflexão, blocos na rua,
caminhadas, teatro, música, dança, feiras de economia solidária,
acampamentos – e se estendem por todo o território nacional.
Para iniciarmos a apresentação, se faz necessário dizer o que é o Grito dos Excluídos
O Grito dos Excluídos é uma iniciativa que se compõe de uma série de
eventos e mobilizações que se realizam ao redor da Semana da Pátria, ou
seja, de 01 a 06 finalizando-se no dia 07 de setembro, ou um pouco
antes, isso depende da realidade local. Não se trata exatamente de um
movimento, uma campanha ou uma organização, mas de um espaço de
convergência em que vários atores sociais que se juntam para protestar e
propor caminhos novos. As principais manifestações ocorrem no Dia da
Independência, pois seu eixo fundamental gira em torno da soberania
nacional. O objetivo é transformar uma participação passiva, nas
comemorações dessa data, em uma cidadania consciente e ativa por parte
da população.
Contudo o Grito dos Excluídos não se limita nas ações do dia 07 de
setembro. De ponta a ponta do país, podemos subdividir as atividades em
um antes, um durante e um depois. Um antes, se nos atemos às reuniões da
coordenação nacional, ao encontro dos articuladores, à preparação do
material, à divulgação e organização e a uma série de eventos que se
destinam à preparação dos agentes e lideranças; um durante quando as
ruas e praças das principais cidades do Brasil, com destaque para o
Santuário de Aparecida, em São Paulo, onde o Grito e Romaria dos
Trabalhadores fazem uma grande parceria. Essas manifestações se enchem
de manifestantes, de gritos e de utopia; um depois, no sentido de
avaliar e garantir a continuidade das ações, numa espécie de fio
condutor que une num único processo os Gritos realizados nesses rincões
afora dede grande Brasil.
Como nasceu e quem promove o Grito dos Excluídos?
O Grito nasceu de duas fontes distintas, mas, complementares. De um
lado, teve origem no Setor Pastoral Social da CNBB (Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil), como uma forma de dar continuidade à reflexão da
Campanha da Fraternidade de 1995, cujo lema – Eras tu, Senhor –
abordava o tema Fraternidade e Excluídos.
De outro lado, brotou da necessidade de concretizar os debates da 2ª
Semana Social Brasileira, realizada nos anos de 1993 e 1994, com o tema
Brasil, alternativas e protagonistas. Ou seja, o Grito é promovido pela
Pastoral Social da Igreja Católica, mas, desde o início, conta com
numerosos parceiros ligados às demais Igrejas do CONIC (Conselho
Nacional de Igrejas Cristãs), aos movimentos sociais, entidades e
organizações.
Nos dois casos, podemos afirmar que a iniciativa não é propriamente
criada, mas descoberta, uma vez que os agentes e lideranças apenas abrem
um canal para que o Grito sufocado venha a público. A bem dizer o Grito
brota do chão e encontra em seus organizadores suficiente sensibilidade
para dar-lhe forma e visibilidade.
Por que Grito dos Excluídos?
O pressuposto básico do Grito é o contexto de aprofundamento do
modelo neoliberal como resposta à crise generalizada a partir dos anos
70 e que se agrava nas décadas seguintes. A economia capitalista
globalizada, a precarização das relações de trabalho e a guerra por
novos mercados geram massas excluídas por todo o mundo, especialmente
nos países periféricos.
Os movimentos sociais reagem. No Brasil, as Igrejas cristãs
juntamente com outros parceiros promovem na década de 90 as Semanas
Sociais. Cresce a consciência das causas e efeitos da exclusão social,
como o desemprego, a miséria e a violência, entre outros. O fruto
amadurece e nasce o Grito dos Excluídos. Trata-se de uma forma criativa
de levar às ruas, praças e campos o protesto contra esse estado de
coisas. Os diversos atores sociais se dão conta de que é necessário e
urgente dar visibilidade sócio-política à indignação que fermenta nos
porões da sociedade, os excluídos/as. Se o mercado tem o direito de
dobrar as autoridades políticas com seu “nervosismo”, os setores
marginalizados da população também podem e devem tornar pública sua
condição de excluídos.
Por que 7 de setembro?
Desde 1995 foi escolhido o dia 7 de setembro para as manifestações do
Grito dos Excluídos. A idéia era aproveitar o Dia da Pátria para
mostrar que não basta uma independência politicamente formal. A
verdadeira independência passa pela soberania da nação. Um país soberano
costura laços internacionais e implementa políticas públicas de forma
autônoma e livre, não sob o constrangimento da dívida externa, por
exemplo. Relações economicamente solidárias e justiça social são dois
requisitos indispensáveis para uma verdadeira independência.
Nada melhor que o dia 7 de setembro para refletir sobre a soberania
nacional. É esse o eixo central das mobilizações em torno do Grito. A
proposta é trazer o povo das arquibancadas para a rua. Ao invés de um
patriotismo passivo, que se limita a assistir o desfile de armas,
soldados e escolares, o Grito propõe um patriotismo ativo, disposto a
pôr a nu os problemas do país e debater seriamente seu destino. É um
momento oportuno para o exercício da verdadeira cidadania.
Quais as principais lições do Grito dos Excluídos?
Chamamos a atenção para sua abertura a todos aqueles que se propõem
defender a causa das populações deixadas à margem da história e da vida.
O Grito não tem dono: embora nascido no contexto da Igreja, é uma
iniciativa levada adiante por várias forças da sociedade civil
organizada. A organização e os debates privilegiam o diálogo plural,
ecumênico e democrático. O Grito abriu caminho para uma série de
parcerias em que diferentes atores sociais trabalham em conjunto, o que
ajuda a superar o isolamento, o corporativismo e a fragmentação de
esforços.
A seguir, convém ressaltar a criatividade que o Grito possibilita.
Apesar de contar com uma coordenação nacional e com determinados eixos
centrais para a temática de cada ano, a organização permanece aberta à
iniciativa própria das diversas regiões e localidades. Deste modo, o
tema geral se enriquece com a contribuição de temas específicos, o que
torna as manifestações mais ricas e coloridas. Foi assim que, em 1999, o
Grito ultrapassou as fronteiras do Brasil e é realizado em vários
países das Américas, surgindo el Grito Continental Por Trabajo, Justicia
y Vida.
Vale sublinhar, ainda, a metodologia e a linguagem adotada pelos
organizadores do Grito, que chamamos Articuladores que são elo entre a
Secretaria Nacional e os Estados, o papel é fundamental para construção
do grito por todos os cantos do Brasil. Privilegia-se não tanto a
comunicação verbal, abstrata ou conceitual, mas o gesto, a coreografia, a
ação, a simbologia. Os manifestantes gritam não apenas com a voz, mas,
sobretudo com as mãos e o corpo. Quanto à metodologia, ganha especial
destaque a participação popular. Aqui há limites que o Grito ainda
precisa superar: como passar de um grito para os excluídos a um grito
dos excluídos? Em outras palavras, como fazer com que os próprios
excluídos organize as atividades e tomem as decisões? Esse tem sido o
grande desafio de seus dez anos.
Por fim, nos anos de 2000 e 2002, o Grito foi realizado em conjunto
com dois plebiscitos populares, o primeiro sobre a dívida externa e o
segundo sobre a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas). Foram
iniciativas das mais bem sucedidas em termos de participação popular.
Envolveram mais de 120 mil agentes, militantes e lideranças, ocorreram
em todos os estados e em mais de 3 mil municípios e levaram às urnas,
respectivamente, acima de 6 e de 10 milhões de votantes. Em 2007, no dia
07 de semtembro, irá ser realizado em conjunto com o Plebiscito pela
Anulação do Leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, a Vale
foi privatizada em maio de 1997, ou seja, vendida por R$ 3,3 bilhões, o
lucro de 2005 foi de R$ 12,5 bilhões de reais. Tais consultas populares
contribuem para o exercício concreto da democracia.
Quais os horizontes do Grito?
Sabemos que no Brasil, como de resto em todo continente
latino-americano, não raro o conceito de liberdade foi reduzido à idéia
de libertação: libertação da opressão, da ditadura militar, da pobreza e
assim por diante. Nos meios eclesiais, por exemplo, com freqüência
faz-se alusão à experiência narrada pelo Livro do Êxodo, quando os
escravos se libertaram das garras do Faraó. Ora, esse é apenas um lado
da moeda, isto é, a liberdade de. O outro lado é a liberdade para.
Depois da saída do Egito, é preciso unir forças para continuar
caminhando até a Terra Prometida. E aqui o conceito de liberdade se
torna bem mais exigente. Se é relativamente fácil saber o que não
queremos, costuma ser bem mais difícil saber e explicitar o que
queremos.
Os movimentos sociais nasceram, em geral, numa oposição direta aos
regimes de exceção que, em maior ou menor grau, dominaram por décadas
diversos países da América Latina. O combate frontal à ditadura imprimiu
nas lutas de oposição, de forma acentuada, a marca da crítica e do não.
A urgência em superar o domínio militar deixou pouco espaço para
aprofundar os contornos de uma via democrática viável, sólida e
duradoura.
Nesta perspectiva o Grito dos Excluídos tem como finalidade não
apenas a crítica do modelo neoliberal, mas também a preocupação
propositiva de buscar alternativas. Daí seu duplo caráter, de protesto e
afirmação, de denúncia e anúncio. Em síntese, seu horizonte último é
abrir canais para a construção do Brasil que queremos, e no contexto
atual, dizer o que Não Vale e o que Vale para a construção e
participação no destino da nação.
Lemas do Grito dos/as Excluídos/as
Assim mantemos a divisão feito pelo Pe. Alfredinho em três fases de
acordo com a temática abordada: a primeira vai de 1995 a 1997; a
segunda, de 1998 a 2001; a terceira, de 2002 e 2007; a quarta, 2008 a
2011.
A primeira fase inclui os seguintes lemas: A vida em primeiro lugar (1995); Trabalho e terra para viver (1996); Queremos justiça e dignidade
(1997). As três frases agrupam-se em torno de um pano de fundo mais ou
menos determinado, que é a defesa da vida e dos direitos humanos. O
direito ao trabalho e à terra apontam para uma vida com justiça e
dignidade. Em poucas palavras, o Grito nasce numa perspectiva de lutar
pela conquista das condições mínimas de sobrevivência. Evidencia-se
deste modo a preocupação inicial com os direitos humanos básicos, sem os
quais não é possível garantir a vida e preservar a dignidade da pessoa.
O segundo grupo de lemas, correspondente à segunda fase, inclui: Aqui é meu país (1998); Brasil: um filho teu não foge à luta (1999); Progresso e vida, pátria sem dívidas (2000); Por amor a essa pátria Brasil
(2001). Transparece nestes quatro anos uma temática que, nesse mesmo
período, tornou-se cara aos movimentos sociais e entidades da sociedade
civil organizada: o debate em torno de um Projeto Popular para o Brasil.
Daí a insistência das palavras país, pátria e Brasil. Estava em jogo a
busca de uma cidadania consciente e ativa, que superasse o patriotismo
passivo do 7 de setembro. Era preciso ampliar o debate, estendê-lo aos
mais diferentes setores da população, abrir canais de participação.
Não podemos esquecer, também, que foi durante esta fase, em 1999, que
o Grito ultrapassou as fronteiras do país. Surge El Grito Continental
de los Excluídos/as, Por trabajo, justicia y vida, abertura que nos
introduz na terceira fase. O terceiro e último agrupamento inclui apenas
dois lemas: Soberania não se negocia (2002); Tirem as mãos… o Brasil é nosso chão (2003); Brasil: mudança pra valer o povo faz acontecer (2004); Brasil Em Nossas Mãos a Mudança (2005); Brasil: na força da indignação sementes de transformação (2006); Isto não VALE! Queremos participação no destino da nação
(2007). O conceito de soberania pressupõe relações internacionais, em
que cada país procura manter sua postura de país livre e autônomo.
Quanto à expressão “tirem as mãos”, por tão óbvia e explícita, dispensa
maiores comentários. Se a primeira fase chamava a atenção para os
direitos fundamentais à vida e a segunda alertava que a vida dos
cidadãos requer um projeto de nação, a terceira procura olhar o Brasil
no contexto internacional da economia globalizada. De fato, os dois
temas apelam para a necessidade de uma nação independente. A noção de
soberania e a frase tirem as mãos, combinadas, apontam para a autonomia
do povo brasileiro frente às novas relações mundiais e à cobiça dos
países centrais. A escolha dessas temáticas explica-se, além disso, pela
ofensiva imperialista norte-americana, especialmente sob o governo
Bush. Em poucas palavras, é preciso defender as riquezas naturais do
Brasil e a vida dos brasileiros e brasileiras dos ataques de um
neoliberalismo cada vez mais exacerbado.
A mídia
Uma das formas de olhar para o Grito a partir da mídia escrita é
consultar os dossiês organizados pela secretaria. Torna-se igualmente
importante acompanhar as imagens e reportagens do 7 de setembro pela
televisão e pelo rádio. Também neste caso não será difícil constatar uma
certa evolução na avaliação que os diferentes veículos midiáticos fazem
do Grito.
Para começar, nos primeiros anos do Grito, verifica-se uma certa
surpresa e perplexidade diante desses “intrusos” que resolvem sair às
ruas justamente no Dia da Pátria. Quem são esses que ousam perturbar o
colorido da festa cívica? De onde saíram esses “blocos” tão estranhos? O
que representam e o que fazem aqui? Será que este é o lugar para essa
gente?! Na medida que o Grito, em muitos lugares, disputava ou se
contrapunha ao espaço dos desfiles oficiais, a surpresa e perplexidade
vinha acompanhada de duras críticas.
Entretanto, embora alerta para esses “estranhos” que teimavam em
ocupar as ruas, a mídia de certa forma conformava-se. Tratava-se,
afinal, de um evento episódico, sem maiores conseqüências. Sem dúvida
tirava o brilho dos festejos oficiais, mas semelhante atrevimento não
podia ter vida longa. Os jornais não podiam tapar o sol com a peneira,
não podiam ignorar por mais tempo as manifestações do Grito. Mas também
não acreditavam que tamanha ousadia pudesse repetir-se todos os anos. O
Grito era visto como um movimento momentâneo que logo se extinguiria.
O fato é que a cada 7 de setembro lá estavam os “intrusos” outra vez!
Com isso, à medida que o Grito cresce em número de manifestações e de
manifestantes e à medida que se expande por todo o território nacional,
os temores também aumentam. “O Grito roubou a cena” passa, então, a ser a
manchete explícita ou implícita de não poucos veículos de comunicação.
De fato, de ano para ano o crescimento do Grito nas ruas traduz-se por
igual crescimento no espaço da mídia. As mobilizações populares passam a
disputar jornais e revistas com os desfiles oficiais. Não é raro ver
impressas, no dia 8 de setembro, as fotos das autoridades nos palanques
das festas oficiais, lado a lado com as fotos das bandeiras e
manifestações do Grito. Também nos noticiários televisivos,
progressivamente, as imagens do Grito vão tomando o lugar das imagens de
tanques, carros blindados, desfiles de soldados e escolares e dos
políticos. Em muitos lugares o povo que assiste às comemorações oficiais
acostuma-se a esperar pelo “bloco” dos excluídos.
É então que a grande mídia passa a um ataque mais sistemático a
tamanha ousadia. Onde se viu perturbar assim a festa oficial? Não que
desde 1995 não se verificasse hostilidade aos organizadores do Grito. Na
verdade, sempre as houve, mas era uma hostilidade um tanto quanto
dissimulada. Agora, ao contrário, nota-se uma crítica mais contundente e
orquestrada. Na medida em que se constata que o Grito veio para ficar,
cresce a perseguição da imprensa, da mesma forma que cresce a prevenção
dos órgãos de repressão. Não poucas vezes tem havido confronto com a
polícia e até prisão daqueles que coordenam as diversas atividades.
Marcas do Grito
O Grito trouxe inovações à mobilização social. A Criatividade, a Metodologia e o Protagonismo dos Excluídos são marcas do Grito.
Metodologia
O Grito privilegia a participação ampla, aberta e plural. Os mais
diferentes atores e sujeitos sociais se unem numa causa comum, sem
deixar de lado sua especificidade.
Criatividade/ Ousadia
O Grito tem, a cada ano, um lema nacional, que pode ser trabalhado
regionalmente, a partir da conjuntura e da cultura local. As
manifestações são múltiplas e variadas, de acordo com a criatividade dos
envolvidos: caminhadas, desfiles, celebrações especiais, romarias, atos
públicos, procissão, pré-Gritos, cursos, seminários, palestras…
Protagonismo dos Excluídos
É fundamental que os próprios excluídos assumam a direção do Grito em
todas as fases – preparação, realização e continuidade, o que ainda é
um horizonte a ser alcançado.
Fonte: http://www.gritodosexcluidos.org/historia/
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Reunião da EAPJ
13:13
1 comment
A Equipe Arquidiocesa juntamente com a Equipe Setorial Mandu da Pastoral da Juventude se reuniu em Congonhal neste último domingo, 26 de agosto, para se encontrar , avaliar, refletir e planejar muitas coisas.
Avaliamos o CDL, que tivemos o mês passado, onde muitos pontos positivos foram levantados e alguns pontos a melhorar para nossas próximas atividades.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Que vida vale a pena ser vivida?
13:04
No comments
Está chegando o DNJ 2012.
Nossa arquidiocese se prepara para esta grande festa de toda a juventude.
Em breve, estaremos postando no blog o local, dia e horário de nos encontrarmos.
Até lá!
Acompanhando a temática da Campanha da Fraternidade deste ano, o DNJ vem nos ajudar a refletir e ao mesmo tempo festejar e celebrar a nossa vida. Com o tema "Juventude e Vida" e com um lema que nos pergunta "Que vida vale a pena ser vivida?" e ainda iluminado pela passagem de Jo 10, 10 "Eu vim para que todos tenham vida", vamos todos juntos nos empenhar para essa grande festa.
Os grupos de base, movimentos e também outras expressões juvenis podem se preparar para a vivencia e a celebração desta festa com a ajuda do subsídio.
Em breve, estaremos postando no blog o local, dia e horário de nos encontrarmos.
Até lá!
Parabéns! CJC comemora 36 anos…
12:42
1 comment
O encontro foi marcado por muita alegria, oração e reflexão. Eles
participaram de palestras, danças, teatro, brincadeiras e dinâmicas. O
dia foi finalizado com a Celebração da Eucaristia, presidida pelo padre
Marco Antônio dos Santos. O tema do encontro foi “Juventude, rosto do
mundo” e o lema “Seu sorriso logo encanta que te vê”.
Fonte: www.arquidiocese-pa.org.br
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