• quinta-feira, 21 de abril de 2011

    Será que é um sonho?


    Salvador, 17 de fevereiro de 2009.

    “Ai de mim se eu não disser a verdade que eu ouvir,

    ai de mim se eu me calar quando Deus me mandar falar”.





    No último final de semana, de 13 a 15 de fevereiro de 2009, na Diocese de Teixeira de Freitas no estado da Bahia, aconteceu mais uma Ampliada das Pastorais da Juventude do Regional Nordeste III, a qual teve como tema central: Construção de um Projeto Popular para o Brasil.

    Durante o encontro eu ficava pensando o porquê de conseguirmos caminhar de forma tão linda e em outros regionais e em nível nacional as pastorais não conseguirem manter uma relação verdadeira, amorosa, cuidadosa, respeitosa e feliz. Listei algumas questões que acredito que faz de nossa caminhada um diferencial:

    Compreensão da importância de cada específica;

    Em nosso regional nós sentimos de forma nítida a importância e a contribuição de cada específica para a organização da juventude e para a concretização do Reino de Deus. Para nós é muito importante que tenhamos as quatro experiências e por essa razão estamos articulando a PJE, porque é a única específica que não temos em nosso regional e entendemos que a implantação dela é algo urgente e necessário.

    Nossa assessoria acompanha de verdade;

    Não temos aqui no Nordeste III uma assessoria carregada de mágoas do espaço de PJB. Os/as assessores/as fazem um trabalho de acompanhamento muito bonito e que favorece o protagonismo juvenil, sem imposições, sem manipulações, sem autoritarismos e sem cobranças demasiadas.

    Nossa relação com os bispos;

    Não utilizamos do enfrentamento com os bispos do nosso regional, procuramos prestar contas das nossas atividades e mantemos uma relação de parceria e de diálogo com a CNBB Regional.

    As críticas entre as pastorais são feitas de forma direta e não nos corredores;

    Entendemos que somos diferentes e que divergimos em alguns pontos, por essa razão de forma muito franca e aberta falamos e discutimos com maturidade as nossas diferenças e as nossas críticas, promovendo espaços de diálogo e de desabafos.

    Temos sonhos comuns que são maiores que as nossas diferenças;

    Os nossos projetos comuns são para nós o que temos de mais precioso, acabamos de construir em unidade um Plano Político Pastoral e nele defendemos juntas algumas bandeiras de luta: Educação Popular, Trabalho, Direitos Humanos, Meio Ambiente, Acompanhamento e Projeto Pastoral. As nossas bandeiras são mais relevantes que qualquer outra coisa, é tão forte a nossa unidade na busca da realização destes sonhos que tenho certeza que nenhum decreto seria capaz de acabar com a nossa união.

    Nossos encontros não são paritários;

    Normalmente nos encontros a maior participação é da Pastoral da Juventude, pois a mesma está articulada em 20 das 24 dioceses do nosso regional, mesmo sendo maioria nas atividades nós utilizamos de uma metodologia que der visibilidade e leve em consideração a singularidade de cada pastoral.

    Formamos uma rede de solidariedade;

    Quando acontece em nosso regional uma atividade de uma específica as outras se colocam prontamente à disposição para contribuir em todo o processo da atividade, as três se unem para realizar a tarefa. Podemos citar como exemplo bem recente o Congresso Nacional da PJMP, o qual aconteceu na Diocese de Bom Jesus da Lapa, a PJ e a PJR estavam presentes e empenhadas na realização do evento. Em março na Assembléia Nacional da PJR, na cidade de Catu/BA também estaremos unidas para realização desta atividade.

    Compreendo que para vocês de outros regionais que vivem situações conflituosas no espaço de PJB e para nós que vivemos a XV Assembléia Nacional das Pastorais da Juventude do Brasil, pode parecer que eu estou relatando um sonho, mas tudo que acabei de partilhar é real, é a nossa vivência de conjunto que de forma muito bonita experimentamos.

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