• terça-feira, 7 de dezembro de 2010

    Dom Eduardo aponta caminhos para a evangelização “eficaz” da juventude

    Duas palestras marcaram as atividades da manhã deste sábado, 4, no 1º Encontro Nacional de Movimentos Juvenis (ENMJ) que acontece deste ontem, no Centro Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista (SP).
    O bispo responsável pelo Setor Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, apontou, com base no Documento 85 da CNBB, “Evangelização da Juventude”, caminhos para que a evangelização da juventude alcance seus objetivos. Ele recomendou dedicação, estudo, vivência da fé e testemunho para que os jovens possam evangelizar jovens. “A verdadeira evangelização propõe mudança de vida, multiplicação e pressupõe conhecimento. Devemos estudar os documentos para conseguir convencer jovens a se tornarem discípulos e missionários. Dizer a outros jovens que eles ganharão a salvação com a participação na Igreja muito provavelmente será um trabalho que não renderá resultados”, advertiu dom Eduardo.

    Desafios
    Descrédito nos compromissos definitivos (casamento, celibato); centralidade da subjetividade e individualismo; hedonismo e centralidade nas emoções; relativização dos valores; geração da imagem e estímulos; família, fragilidade e crises. Estes são alguns dos desafios impostos às expressões juvenis, segundo dom Eduardo Pinheiro. Ele elencou algumas ações para a superação dos desafios.
    “Precisamos ouvir as concepções de Igreja que os jovens têm, para podermos atuar. Não adianta fazer muitos discursos se não conhecemos a realidade deles. Devemos oferecer formação missionária, processo de evangelização a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo que favoreça a dignidade, amadurecimento, discernimento e vocação; também precisamos mostrar aos jovens a beleza, sacralidade, dinamismo, compromisso, porque o pecado, a inveja, o egoísmo tentam destruir a vida, e o compromisso pode combater esses maus”, completou o bispo.
    Ainda de acordo com dom Eduardo, a valorização da juventude deve passar pelas experiências culturais, a prática, ações missionárias e voluntariadas. A formação, por sua vez, deve se preocupar com quatro eixos temáticos: espiritualidade, formação, espaço e educação.

    Dom Antônio Carlos Altieri
    “A contribuição está na riqueza da diversidade de dons a serviço da comunidade. As diferentes forças devem ser distribuídas e aproveitas”, disse, durante sua palestra o bispo referencial do Setor Juventude do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo), dom Antônio Carlos Altieri.
    O bispo aconselhou cuidado às expressões juvenis para que não caiam no erro de ficar sozinhas, no isolamento e descuidar da evangelização da juventude de maneira geral. “A diversidade de carismas não é uma competição, mas uma contribuição para a unidade da Igreja que deve ser levada em consideração”.
    Dom Altieri afirmou que a Igreja entende a importância da diversidade. Ele justificou mostrando os documentos, Diretrizes para a formação dos Presbíteros para a Igreja no Brasil e Diretrizes Gerais para a Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). “Os documentos são sinais de que a Igreja está atenta para a mudança bonita que acontece na Igreja. Já sabemos que tudo muda com o passar do tempo, inclusive a evangelização que ganha novos rostos com o surgimento de novas comunidades, pastorais, movimentos”, sublinhou.

    Tarde
    Os participantes estão reunidos em grupos discutindo as palestras do período da manhã. Às 17h eles farão um relato de suas experiências nas paróquias e comunidades. Logo após haverá exposição do relatório dos grupos. Às 20h30 terá uma vigília de adoração ao Santíssimo Sacramento e, às 21h30, um show com o grupo Rosa de Saron.

    Confiram mais informações no site do Setor Juventude: http://www.jovensconectados.org.br/

    Fonte: Boletim Diário da CNBB, 06 de dezembro de 2010

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